terça-feira, 12 de janeiro de 2016

10 milhões de euros, mais IVA, para transformar a segunda circular num jardim.

O "forum" TSF de hoje foi suficientemente esclarecedor, sobre as obras que o não-eleito presidente da CML, Fernando Medina, quer empreitar na segunda circular.

A "obra", que c
ustará 10 milhões de euros (mais IVA...) é para avançar: nem sequer se admite discussão, o que também resume suficientemente a democracia da "coisa".. Daí, talvez, a consulta pública ser realizada entre o Natal e o fim-do-ano. Tudo muito "democrático", portanto.

O limite de velocidade será reduzido para 60 km/h (leram bem!) e os radares que há um ano custaram uma centena de milhares de euros cada um (leram bem!), serão substituídos por outros, mais "eficazes" (a câmara recebe comissão das multas).

Tudo, alega, para fomentar a segurança: porque há muitos acidentes, com vítimas e coiso e tal. Confrontado com a realidade acaba por admitir que o problema são os nós de acesso e saída (efeitos crimes estradais e não tenho receio nenhum de o dizer), a falta de iluminação, o piso degradado, sem aderência e sem escoamento de águas.

Diz o Edil que a "função" da segunda circular tem de ser outra, embora mostrando a mais chocante incapacidade para contestar a acusação de falta de alternativas.

Em síntese, vamos ter a principal via de Lisboa em pantanas durante cerca de 2 anos (ainda se lembram do que foi a construção do
 aranhiço da Galp?), para a final a vermos transformada num jardim. O termo de comparação, foi aliás o jardim da Estrela: fica resumido o assunto.

Nunca tive particular esperança que alguém escolhido por António Costa. Sem embargo, a impressão pessoal que tinha do Dr. Medina, até nem era má. Mas depois de ouvir a resposta que deu, em directo, a um vereador do CDS-PP, fiquei deveras esclarecido...

1 comentário:

  1. http://auma.economico.sapo.pt/noticias/arvores-sim-mas-nao-resolvem-o-problema_239522?_swa_cname=newsletter&_swa_csource=afiliado&_swa_cmedium=email&cpid=economicot3

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