quinta-feira, 2 de julho de 2015

Sushi Fest - Espaço Japão

Arranca hoje a primeira edição do Sushi Fest. Este festival, que é o primeiro festival de sushi da Europa, decorre até sábado, nos Jardins e Palácio Marquês de Pombal em Oeiras e une o bom sushi, à boa música Portuguesa.


Mas nem tudo se baseia no buffet de sushi e nos concertos diários. O Espaço Japão, será certamente um dos grandes atrativos deste festival. Sendo uma área dedicada à animação e à ligação entre o Japão e Portugal, conta com o apoio da Câmara de Comércio e Industria Luso-Japonesa. Nele, o público poderá encontrar, além da mercearia Japonesa e da exposição de Bonsais, a possibilidade de participar em diversos workshops, que decorrem diariamente em diferentes horários, mas sempre entre as 18h00 e as 22h00. Deixamos aqui a lista de workshops disponiveis, e lembramos que é necessário fazer marcação para os mesmos (pode ser feita aqui).

· Shodo (Caligrafia Japonesa), com Yuko Kase
A caligrafia japonesa é considerada uma arte considerada difícil no que respeita ao aperfeiçoamento de quem a pratica. Provém da caligrafia chinesa e é praticada no estilo antigo, com um pincel, um tinteiro onde se prepara a tinta nanquim, pisa-papel e uma folha de papel de arroz. O shodō pratica a escritura dos carateres japoneses hiragana e katakana. Para os japoneses, a caligrafia é considerada uma arte com uma forte ligação espiritual, que foi importada da China e que é uma tradição milenária. No Japão, desde a escola primária todos os alunos iniciam a sua formação de praticar esta arte, tendo até concursos nacionais para atribuir os prémios para os melhores calígrafos das idades escolares.

· Taiko (Introdução ao Tambor Japonês) – Senchin Taiko 
O taikô tem uma origem mitológica no folclore japonês, englobando uma variedade de instrumentos japoneses de percussão. As apresentações de taiko têm várias componentes, como ritmo técnico, forma, aderência da baqueta, roupas e instrumentação. Além dos tambores, muitos grupos usam as vozes e instrumentos de corda ou de sopro como acompanhamento.

· Bonsai (Princípios e Técnicas Básicas), Museu do Bonsai
Um bonsai precisa ter outros atributos além de simplesmente estar num vaso raso. A planta deve ser uma réplica de uma árvore da natureza em miniatura e deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos. Essencialmente, é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados.

· Ikebana (Técnicas Básicas), com Yuko Kase 
É uma arte japonesa de arranjos florais, igualmente conhecida como kado. O arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção linear, ritmo e cor, enfatizando os aspetos lineares do arranjo. A arte foi desenvolvida de modo a incluir o vaso, caules, folhas e ramos, além das flores. A estrutura de um arranjo floral japonês está baseada em três pontos principais que simbolizam o céu, a terra e a humanidade, embora outras estruturas sejam adaptadas em função do estilo e da escola.

· Flores Japonesas, by HandsonHearts 
Em tempos, as Hana Kanzashi (hana=flor em Japonês) foram produzidas para ornamentar os complexos penteados das Japoneas. Da madeira lacada passando pela prata até à seda, vários foram os materiais utilizados na sua confecção. Neste workshop, vamos ensinar como dobrar pequenos quadrados de tecido e depois juntá-los. O limite será a imaginação.

· Origami, com Fátima Granadeiro, Mestre em Origami
No Japão, a carta, em papel ou outro suporte de escrita, era dobrada segundo uma etiqueta rigorosa que ditava a forma como estas dobras deviam ser executadas. O uso do envelope, tanto para proteger a carta como para manter o seu conteúdo privado, seguia princípios semelhantes. Este workshop vai contextualizar a dobragem da carta e do envelope na história do origami, dando a conhecer outros invólucros de papel como ‘noshi’, ‘tsutsumi’ e ‘tato’, e abrindo espaço à construção de modelos representativos.

· Furoshiki, com Susana Domingues by HandsonHearts 
Um quadrado de tecido. Dois ou três nós. Algumas dobras e está pronta: uma embalagem em tecido. Pode ser uma garrafa, dois livros, uma caixa ou uma mala. Tudo serve de pretexto para o furoshiki: das necessidades do dia-a-dia às ocasiões especiais. Nesta arte, podemos recuar ao período Edo da história do Japão e descobrir como surgiu e se afirmou esta prática ancestral, bem como conhecer a sua vertente ecológica, ou como um pedaço de pano pode ajudar a preservar o meio ambiente.

· Cordão de Seda, by HandsonHearts
A arte de entrançar cordas chegou ao Japão juntamente com o Budismo. Feito com a ajuda de um tear circular, o kumihimo serviu para decorar as armaduras de samurais ou para segurar o obi à cintura. Este ‘cordão entrelaçado’, de espessura variável, permite hoje criar diferentes objectos sobre os quais vamos falar neste workshop

· Kenjutsu (Introdução ao Sabre Japonês), com Inácio Dias do Jisei Dojo
As Capacidades mentais, as qualidades táticas e o espírito combativo dos samurais encontram seguidores na atualidade. Na ética dos samurais encontramos atitudes e princípios de atuação que podem ser cruciais para o desenvolvimento pessoal e coletivo - por exemplo, o espírito de ousadia, o dever de lealdade, o autocontrolo, a perseverança e a cordialidade. É igualmente importante explorar os pontos vitais de um adversário, saber escolher o momento certo para agir/decidir. Trata-se, no fundo, do desenvolvimento global do Ser através de uma atividade física, mental e energética.

· Tenchi Tessen (Dança dos Leques), da AMA Santarém (Associação Movimento Aberto de Santarém)
O Tenchi Tessen é uma arte em que o leque substitui o sabre. Envolvendo o corpo e o sopro, pondo em harmonia movimento, som, música e silêncio, permite descobrir, a quem o pratica, uma estrutura espacial. Em japonês, Ten Chi significa o par primordial Céu-Terra, entre os quais se ergue o homem. O Tessen é o leque, que representa a simbólica do sopro da vida, o elo de ligação entre a Terra e o Céu. O Tenchi Tessen, na sua prática, procura a união e a harmonia destes dois elementos, por meio do não conflito e do diálogo. Através das técnicas desta arte do movimento, o praticante está à escuta do seu corpo e, liberto de todas as tensões, apaziguando o espírito, dá livre curso ao movimento que harmoniza as energias, sendo solicitado a comunicar com o outro segundo o princípio bipolar e a escuta ao outro. A AMA (Associação Movimento Aberto) nasceu com o propósito de fazer cruzar, no mesmo espaço, diferentes artes de movimento, salientando-se, entre elas, o Yoga, o Aikido e o Iaido e o Tenchi-Tessen (arte marcial que recorre ao leque e que foi codificada pelo Mestre Stobbaerts). 


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