segunda-feira, 13 de julho de 2015

NOS Alive 2015 - 3º Dia

E pronto, chegou ao fim mais uma edição do NOS Alive, a segunda com este nome, mas a nona desde que em 2007 Álvaro Covões e a sua Everything is New, atracaram pelo passeio Marítimo de Algés e bem ao estilo de Júlio César, chegara, viram e venceram.


Fotografia de Rita Carmo / Espanta Espiritos
O terceiro e último dia deste festival tinha como ponto alto a presença de três repetentes do festival, a atuarem pela primeira vez no palco NOS, mas em contraste com isso, no palco Heineken, as estreias eram mais que muitas. Às 18h00, os HMB trouxeram a língua portuguesa ao palco NOS, o seu registo entre o "soul" e o "Rn'B" aqueceram um público que ainda estava mais interessado em visitar todas as barraquinhas presentes no recinto, estilo feira popular, do que assistir aos concertos que estava a decorrer. Ainda decorria o concerto dos HMB, quando no palco Heineken, os tão esperados Sleaford Mods tomaram conta do palco, e com o seu estilo a oscilar entre o "punk" e o "hip-hop", lá debitaram a sua revolta contra a austeridade e tudo o que a ela diz respeito. Não desfazendo a sua qualidade e competência, não conseguimos entender o furor causado à volta dos mesmos. Pelas 19h30, Counting Crows começavam a sua atuação no palco NOS, 10m após os Dead Combo tocavam no palco Heineken, a aposta foi pela banda nacional, que mais uma vez entre acordes e guitarradas que oscilavam entre o fado e o tango, cruzando o swing do rock com o jazz, deram um concertão como só eles sabem. Sam Smith, que se apresentava como o grande nome do dia, chegava pela primeira vez ao palco NOS, após o ano passado ter enchido por completo o palco Heineken de tal forma que parte da zona da restauração se transformou numa plateia. As expetativas eram elevadas para quem já o tinha visto anteriormente e Sam Smith não se portou nada mal, a empatia e interação com o público foram constantes, e entres os seus êxitos de apenas um álbum, alguns covers e medleys fez o que era pedido e agrupou a maior enchente da noite ao seu redor, justificando o porque de ser um artista constantemente premiado. Sam Smith a terminar no palco NOS, e os reis da noite a começarem no palco Heineken.

Às 22h35 subiam ao palco os veteranos The Jesus and Mary Chain. No alinhamento traziam o legendário álbum "Psychocandy" que os colocou na ribalta do rock nos longínquos anos 80, para verdadeiros apreciadores de boa música, estes senhores nunca nos deixam ficar mal, mas a subida ao palco NOS de Chet Faker às 23h00 ajudou a dispersar as multidões. Chet Faker subiu a um palco do tamanho do seu talento, e ao seu estilo tomou conta da imensa multidão que assistia ao seu concerto. O seu talento não se fica apenas pelo álbum e EP editado, os espetáculos ao vivo esgotam com facilidade pelo mundo fora, e vale bem a pena ver como este senhor domina uma mesa de mistura, toca piano, e "ginga" de um modo vibrante com o que faz, num misto de um enorme sensualidade, com um "i don't give a damn", sem dúvida um dos grandes concertos da noite, mas que infelizmente só durou uma hora.


Fotografias de Arlindo Camacho
Com o palco NOS parado entre a 00h00 e a 01h00, deu-se um salto mais uma vez até ao palco Heineken para ver a estreia da nova iorquina Azealia Banks neste festival. A rapper, cantora e compositora, mostrou todos os seus dotes artísticos para uma plateia bastante composta. À 01h00 Disclosure fizeram a festa de encerramento do palco NOS, entre as músicas do seu álbum de estreia "Settle" e algumas novidades que trouxeram até Portugal, o seu "house" eletrizantemente dançante, fechou em grande o maior palco do festival. Mas a noite ainda se via longa, à 01h30 no palco Heineken, o duo australianos Flight Facilities, tomaram conta do cockpit e fizeram todos os presentes dançar, ao som de todos os seus êxitos, pela última vez na noite, isto porque às 03h00, os Chromeo, tomaram conta do mesmo palco e o seu eletrofunk fizeram ainda os muito presentes saltar e abanar o esqueleto até ao último segundo. Pelo palco Clubbing passaram os artistas da editora DeckedOut, que celebrou os seus 15 anos, com artistas como Djedjotronic, Erol Alkan, Miss Kittin, entre outros.



Em 2016, o NOS Alive já está confirmado para as datas de 7, 8 e 9 de julho no sitio do costume, os bilhetes já se encontram à venda e têm um preço diário de 56€, e o preço do passe de 3 dias a 119€. Existe também a hipótese de adquirir a diária, ou o passe, num plano poupança, desde 9,33€ por mês. Saibam mais aqui.      

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