sábado, 11 de julho de 2015

NOS Alive 2015 - 2º Dia

Prodigy, Mumford & Sons, Blasted Mechanism, Future Islands, James Blake, são apenas alguns dos nomes que passaram ontem pelo NOS Alive, mas na nossa modesta opinião, apesar de todos eles terem dado concertos de excelência, as rainhas da noite foram Capicua e Róisín Murphy.


Fotografia de Rita Carmo / Espanta Espiritos

Sim, a rapper nortenha e a "menina" irlandesa endiabrada em bom português partiram a loiça toda, mas já lá vamos. Às 18h00 em ponto os Blasted Mechanism subiram ao palco NOS, em modo de celebração dos seus 20 anos, colocaram o pouco (mas bom) público presente a dançar alegremente ao som dos seus instrumentos únicos, e quando dizemos únicos, é porque estes além de todo o seu visual, também produzem grande parte dos instrumentos, o ponto alto como sempre é quando a "velhinha" Karkov é tocada. Seguiram-se os Marmozets no palco NOS, com o seu rock alternativo, fazendo lembrar os Paramore que atuaram no fstival em 2011. Entretanto no palco Heineken os Bleachers enchiam uma plateia que transbordava da tenda, com a sua energia única, e com um concerto muito bom. No palco Clubbing, o dia foi dedicado a artistas portugueses ou com grandes influências portuguesas na sua música . Dianna Sousa e Skip&Die foram os primeiros a atuar, seguidos do primeiro "set" de Dj Kamala. Kamala, que já começa a ser conhecido pelas suas festas Hip-Hop e R&B, convidou uma série de ilustres como Sam the Kid, Agir, NBC, Filipe Gonçalves, MGDRV, entre outros, que o acompanharam tanto no primeiro, como no segundo set da noite; sim, foram dois, e bastante agradáveis. Entre os "set's" de Kamala, Capicua deu sem dúvida um dos melhores concertos da noite. O Hip-Hop nacional nunca este tão bem representado no feminino como está agora. Alegria, vivacidade, e uma grande vontade de fazer tudo bem e da melhor maneira, mesmo com um pé aleijado, deixaram todos os presentes a pedir por mais.


Fotografia oficial NOS Alive 2015 / Arlindo Camacho
À mesma hora de Capicua tocavam os Sheppard no palco NOS e os Kodaline no palco Heineken que infelizmente não conseguimos assistir. Seguiu-se ás 22h10 o primeiro de uma série de quatro concertos esperados no palco Heineken. Os The Ting Tings traziam na bagagem o seu terceiro álbum de originais, e conjugaram-no da melhor maneira possível com os êxitos que todos conhecem. Ouviu-se um pouco e voltámos ao palco NOS, onde os Mumford & Sons já atuavam para a maior assistência da noite. Sente-se bem o carinho que a banda tem por Portugal e pelos portugueses, mas creio que os portugueses já não sentem o mesmo pelos Mumford. O concerto foi bom, mas com muitos pontos mortos, a falta da sonoridade do banjo neste último trabalho, faz com que se sinta estar em êxtase numa música, e a leste na música seguinte. Terá sido pelo alinhamento mal escolhido? Não cremos, acreditamos mais que a pouca energia do público presente, se devia ao excesso de energia presente no palco Heineken, onde pelas 23h30 os Future Island elevaram a fasquia do "dar tudo" meia dúzia de níveis acima do habitual. Samuel T. Herring, o vocalista destes norte-americanos, inventa e reinventa passos de dança alucinantes que até ele deve pensar "como é que fiz isto". Fica para a história certamente como um dos concertos mais enérgicos desta edição, só não é o mais enérgico porque às 00h30 os The Prodigy subiam ao palco NOS, para mostrar a tudo e a todos que a idade não lhes assiste e que "incendiar" plateias é o que fazem ao pequeno almoço, são quase 25 anos de carreira em género vinho do porto, quanto mais "velhos", melhor. A energia inesgotável dos The Prodigy, apenas foi suavizada pela calmaria de James Blake que à 01h00 levou a plateia do palco Heineken a viajar pelas suas fortes e intensas composições sonoras e pela intensidade da sua atuação ao vivo, houve quem dissesse que James Blake merecia o palco principal, nós discordamos, este palco mais intimista, faz com que tudo soe muito melhor. Faltava apenas uma das atuações mais esperadas da noite, às 02h45 Róisín Murphy subia ao palco Heineken e a loucura instalou-se, o seu house com fortes influências de jazz que predominam o novo disco alegraram um público que também esperava ouvir êxitos passados, mas estes ficaram quem sabe para uma próxima, o objetivo era apresentar o novo trabalho e foi isso que aconteceu, entre os beats estonteantes e a performance teatral de Róisín, quem ganhou foram os festivaleiros que ficaram até ao fim. De destacar também as atuações de Moullinex e Magazino co palco Clubbing.



Daqui a pouco começa o terceiro e ultimo dia do festival, e nós estaremos por lá para vos contar tudo.   

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