sexta-feira, 10 de julho de 2015

NOS Alive 2015 - 1º Dia

Começou mais um NOS Alive, e como todo o primeiro dia deste evento a azáfama era grande. As portas do recinto abriram ás 15h30, e os primeiros festivaleiros fizeram a sua corrida para estarem à frente do palco NOS. A grande atração da noite foram os Muse, e graças a eles este dia à muito que estava esgotado, e forçosamente os passes de 3 dias.


Fotografia oficial NOS Alive 2015
A entrada no festival para um dia esgotado correu muito bem, cerca de 15m para entrar no recinto após passar o túnel da estação de Algés, e 5m para trocar o passe pela pulseira. O sistema de pulseira também está diferente, agora quem quiser sair e voltar a entrar no mesmo dia, tem de validar o código de barras que a mesma possui, mas nada que demore muito tempo. Finalmente vê-se uma evolução no que dizia respeito à demorada entrada.

Quanto à música, que é disso que se trata o festival, calhou aos The Wombats abrir as hostilidades no palco NOS pelas 18h00, apesar de já haver muita gente em frente ao palco, a atuação destes britânicos, passou um pouco despercebida pelo público. Às 17h00 no palco Heineken, os portugueses Galgo foram a primeira banda a entrar ao serviço, seguidos dos nuestros hermanos Señores pelas 17h50, por esta altura o ambiente ainda estava muito morno, e a assistência mais dedicada a tirar fotografias que eram partilhadas de imediato nas redes sociais com as mil e uma hashtags diferentes criadas para o efeito, do que propriamente conhecer novas sonoridades com as quais não lidamos todos os dias. Já os Young Fathers tocavam no palco Heineken, quando James Bay começou o seu concerto no palco NOS, com uma plateia já bastante composta, este estreante portou-se muito bem, levando o público a cantar os refrões mais chorudos em voz bem alta. Às 20h00 no palco Heineken, os Capitão Fausto, substituíram Jessie Ware, que à ultima da hora e por problemas logísticos, cancelou a sua atuação, e fizeram o que sabem fazer bem, debitaram os seus acordes de rock psicadélico por uma plateia que os aplaudiu fortemente. Seguiu-se Metronomy, provavelmente uma daquelas bandas que todos queriam ver. O palco Heineken transbordava pelas costuras e a cada minuto, mais gente chegava, o exotismo das suas batidas eletrónicas deixaram todos a dançar, e com vontade de mais. No palco NOS os Alt-J acabavam de subir ao palco, e no meio disto tudo perdemos a atuação de Ben Harper. Digno de um dia esgotado, o publico já se amontoava, e a primeira tripla britânica da noite deu um grande concerto, bem fluido, só como eles sabem fazer. Dois anos depois da estreia neste festival, é notável ver a evolução de uma banda que já tinha enchido por completo o palco Heineken, e que agora compõe bastante bem o palco NOS. As estrelas da noite subiram ao palco principal por volta das 00h15, um jogo de luzes bom, mas aquém do que já têm mostrado, um som bem colocado, umas guitarras sintetizantes a gritar bem alto, e um Matt Bellamy ao melhor nivel. Foi com "Psycho" do mais recente Drones que os Muse abriram a noite, e durante cerca de hora e meia, em modo best of, as músicas foram surgindo umas atrás das outras. Não foi o melhor concerto dos Muse no nosso pais, e está longe de ter sido um dos melhores concertos do Alive, contudo a empatia que os Muse têm com o público português, é algo que se conquista com a qualidade e não por um mero acaso. Mas a noite só terminaria com Flume no palco Heineken, e Julio Bashmore no palco Clubbing, deixarem todos aqueles que resistiram em ficar até ao fim, em total apoteose dançante.






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