terça-feira, 26 de maio de 2015

À boleia do Macaco Excêntrico

Numa bela tarde de sol, aceitámos o convite de um excêntrico macaco alemão e embarcámos numa viagem pelo percurso mais turístico de Lisboa. O ponto de encontro foi a Basílica da Estrela, e a curiosidade era grande. À hora marcada os convidados foram chegando e juntamente com os responsáveis da marca iniciámos a viagem, num elétrico 28, vestido a preceito.



Alexander Stein e Christoph Keller deixaram por uns dias a sua destilaria na Floresta Negra, e vieram até Lisboa contar a sua aventura com o Monkey 47 - Schwarzwald Dry Gin. Tudo começou quando Alexander Stein soube da existência de uma extraordinária receita de gin da Floresta Negra. O autor da mesma receita foi o comandante da Royal Air Force, Montgomery Collins, que em 1945 havia sido destacado para a parte britânica de Berlim, na altura dividida, e que nas horas vagas se aplicou em ajudar a reconstruir o Jardim Zoológico da cidade, através do qual ele tornou-se patrocinador de um macaco caranguejeiro, com o nome de Max. Após retirar-se em 1951, Collins mudou-se o norte do país, mais propriamente para a zona da Floresta Negra, e como verdadeiro cavalheiro britânico, não dispensava um bom copo de gin. Da sua tradição, ao seu interesse pela produção da bebida mais inglesa de todas as bebidas foi um ápice. Aproveitando a abundância de zimbro, assim como também, a abundância da água da nascente pura, e de uma variedade de ervas especiais e ingredientes de plantas, desenvolveu assim a sua receita.

Sorte, ou destino, Alexander, conheceu Christoph, um aclamado destilador e com a ajuda deste, desenvolveu e melhorou a receita rudimentar de Collins. Foram selecionados 47 ingredientes (botânicos) 100% naturais, e todos eles colhidos manualmente, para que se mantenha sempre toda a essência e a qualidade de cada um. Produzido exclusivamente à mão, utilizando métodos de destilação tradicionais e ingredientes de plantas 100% frescos, juntando-se a isso a água macia da Floresta Negra. Foram feitas mais de 100 destilações de teste, e foram desenvolvidos sete destilados diferentes. Selecionou-se a receita final e atual, após a conclusão e avaliação dos resultados da prova. A qualidade é de elevada mestria, com notas florais, a frescura de frutas cítricas picantes, um tom claro de zimbro, um paladar apimentado de especiarias, e um toque subtil de groselhas para dar um certo "je ne sais quoi". 



Pelos altos e baixos do percurso do 28, ouvimos a história, o empenho e a dedicação que Alexander e Christoph têm pelo seu gin. Ao contrário da maioria dos gins servidos hoje em dia, o Monkey 47 dispensa a aromatização de botânicos. A sua complexidade profunda e harmoniosamente equilibrada, permite-nos desfrutar deste apenas com 3cl de gin para 20cl de uma tónica premium, fazendo assim um equilíbrio perfeito de aromas e sabores, "e pluribus unum" (De muitos, um).







  

2 comentários:

  1. Pelo que já provei, com este Gin consegue-se sentir a essência dos botânicos mais evidentes e bebe-lo, sem ser como é sugerido no artigo e como os produtores aconselham, é conseguir não tirar partido da essência deste Gin e da sua história, tal como consegui ler e captar neste artigo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Peço desculpa pelo meu erro no comentário anterior que deixei, depois de publicar li melhor, e o que queria dizer, é que este Gin sem dúvida tem de ser bebido como é sugerido no artigo, que é como os produtores aconselham e que só assim é fantástico.
      Peço desculpa ao Autor do Texto pelo meu erro. Pois o texto está muito bem escrito e explicito e dá-nos vontade de o beber como está explicado.

      Eliminar