domingo, 13 de julho de 2014

NOS Alive 2014 - o dia final - por João Martins

Terceiro e ultimo dia do Alive, que no palco NOS traz duas grandes novidades em solo Nacional, Bastille e Foster the People nunca antes atuaram em Portugal e são sem dúvida artistas muito aguardados, o regresso aos concertos dos The Libertines, liderados pelo excêntrico Pete Doherty que encabeçam o ultimo dia do festival também promete muito. No palco Heineken artistas como The War on Drugs, Paus, Daughter, Chet Faker e Nicolas Jaar, também são um "must see" contudo é impossível estar em dois sítios ao mesmo tempo por isso há que deixar algo para trás, mas vamos por partes. 

O primeiro concerto assistido da tarde foi o dos Portugueses The Black Mamba que se portaram muito bem face aos problemas técnicos que existiram com o som. Tatanka e a sua banda nunca pararam de atuar, mesmo quando o som estava off para os festivaleiros. Aplausos também para a plateia que se portou a altura e aplaudiu (muito mesmo) os artistas por nunca terem desistido e vaiaram os técnicos de som pelas constantes falhas deste. Como se não basta-se a NOS brindou a audiência com um bonito show aéreo com duas aero-naves, mas que no meu entender deveria ter sido realizada entre concertos e não no decorrer dos mesmos, o que acabou por distrair a audiência que deveria de estar ali para ver os The Black Mamba..




 Nos entretantos deu-se um saltinho até ao palco Heineken para espreitar os The War on Drugs e tentar perceber o falatório de volta desta banda que em nada desiludiu o seu público. Seguiu-se Bastille no palco NOS com os seu característico Indie Pop/Rock, banda muito aguardada por quase todos os presentes e que não defraudou as expetativas, um alinhamento seguro e conciso, fazendo referência aos "covers" que têm de outras bandas, e tocando todos os refrões chorudos nas alturas certas, contudo e mais uma vez o som fez das suas na ultima e mais aguardada canção tocada. Mais um vez os público esteve muito bem, cantando pelos artistas que também nunca pararam de fazer o seu trabalho. Os Foster the People começaram um pouquinho fora de hora, muito provavelmente para resolverem de vez as falhas no som, e entraram cheios de força e vontade. Traziam na bagagem o seu mais recente disco "Supermodel" e também o seu registo anterior "Torches". O alinhamento estava muito bem concebido e a energia da banda foi fabulosa, metendo toda a assistência a cantar e a dançar ao som das suas músicas mais conhecidas. Ao mesmo tempo no palco Heineken os Portugueses Paus, faziam o que sabem fazer bem, davam um bom concerto. Com o mais recente disco "Clarão" a ser apresentado, e onde a sua bateria simbiótica não sossegou por um instante, simplesmente maravilhoso. Ainda no palco Heineken os Daughter cumpriram com o que lhes competia, justificando e muito toda a atenção que a imprensa musical lhes dá tornando-os num pequeno fenómeno em expansão, dando um concerto certinho e muito melodioso, a voz da sua vocalista Elena Tonra, entra no ouvido de todos os presentes e dificilmente sai. Ao mesmo tempo no palco NOS os cabeças de cartaz The Libertines davam o seu concerto, muito provavelmente para a menos plateia que o palco teve durante os três dias, não será de todo de admirar pois não é uma banda que deixe muita gente morrer de amores por ela, contudo do pouco que se viu estiveram sempre muito bem. Regressando ao palco Heineken e não saindo mais de lá, Chet Faker foi o senhor da noite. O Australiano natural de Melbourne, ao estilo dos imperadores Romanos, chegou, viu e venceu com o seu live set simplesmente perfeito, e interagindo sempre que possivel com a audiência. O seu estilo electrónico/downtempo e a sua voz soul cativaram todos os presentes, e acreditem que eram muitos, falava-se por alto que estariam cerca de 15Mil pessoas a assistir. Para fechar a noite e o festival Nicolas Jaar, considerado por muitos o Deus do minimal deu um dos melhores espetáculos dele no nosso pais. Lamento apenas a falta de cobertura no palco NOS clubbing, mas se é difícil estar em dois sítios ao mesmo tempo, mais difícil é estar em três.

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