quarta-feira, 21 de maio de 2014

Viver? Não será mesmo visitar?



E aqui vai mais uma bela distinção para a capital que nos inquieta e nos faz feliz. Pelos vistos, são 31 razões para se "viver" em Lisboa, cortesia do Global Post.

Os destaques são engraçados: clima, praia, o Ramiro (restaurante esse que o vosso escriba sempre se perguntou porque tem uma fila que nunca mais acaba...), o eléctrico 28 (que o vosso escriba tem a sorte de apanhar para ir para casa...), entre outras. É só ler o artigo.

Mas há uma que captou a atenção do vosso escriba. É a razão n.º 20: "The houses have more colors than a box of Legos". E ainda mais se diz: "Lisbon's 'white city' nickname is something of a misnomer. Houses and apartments blocks come brightly painted in yellow, pink, sky blue and just about every shade in between.".

Isto é tudo muito bonito. Para turistas. Em alguns locais muito específicos. Mas... Vai-se no eléctrico 28 e umas belas fachadas a ruir se encontram. Vai-se ao Rossio e adjacentes, mais fachadas praticamente a ruir e casas desabitadas. Entra-se mais na Baixa e nas ruas paralelas, e perpendiculares, à Rua Augusta é uma miséria habitacional que se vê. E que tal não esconder esta parte da cidade?

O vosso escriba concorda com as 31 razões, são um retrato fantástico de Lisboa. Mas são um retrato para turista ver. Para viver, não é suficiente. Afinal, Lisboa está podre...

3 comentários:

  1. Sabes que a Carris está a substituir os eléctricos da carreira 25 por mini-bus em virtude de não ter peças para reparar os electricos avariados? E que nada está a ser feito para obter uma solução?
    Com o sucesso do 28, em especial o financeiro para os cofres depauperados da Carris, os planos de reactivar 2 ou 3 linhas cujos carris se encontram intactos como a das Amoreiras seria uma jogada fantástica.
    Mas sem eléctricos e investimento, nada acontecerá. E qualquer dia nem eléctricos para o 28 haverão.

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  2. Desconhecia por completo esse pormenor do eléctrico 25. O que também não me admira muito, sendo a Carris uma empresa praticamente falida. Mas entristece-me, especialmente depois de ver que todos os dias o eléctrico 28 é um sucesso profundo de popularidade. Sempre cheio, sempre filas no Martim Moniz para o apanhar e turistas pacientes, às vezes quase 15 minutos, nos dias de maior calor, à espera do eléctrico. Mas enfim, assim se vai perdendo as pequenas jóias que ainda nos restam...

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    1. Reactivar 2 ou 3 carreira antigas do eléctrico, com a quantidade de turistas e procura que tem hoje o 28 ou o 12 é um investimento mais que certo. Cada eléctrico 28, por dia, está a fazer mais de 1000 euros.
      Dizem que o fornecedor habitual das peças, inglês, fechou. Mas não entendo como não se procura uma solução pois certamente os electricos não são feitos de kriptonite...
      A Carris está falida mas qualquer entidade bancária, mediante a perspectiva de aumento de receitas, apoiaria a solução. E as equipas de reparação da Carris são boas tecnicamente.

      Peço-te que voltes um dia a este tema. Abrç

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