sexta-feira, 28 de março de 2014

Gabinete ambulante

O gabinete do Presidente da Câmara de Lisboa, 3 anos e quase 14 milhões de euros depois, vai regressar aos Paços do Concelho.

Esta seria uma boa altura para avaliar a repercussão, ou em economês, a rendibilidade, sobretudo a nível social, dos investimentos que foram realizados. No entanto, sendo Portugal pródigo nesta debilidade, a accountability é difícil de fazer pois os números são escassos.

Nos tempos que vivemos, é preciso mais do que publicitar os projectos, tem de se quantificar não apenas quanto custa, mas quanto se cria, quais os benefícios gerados e a durabilidade/sustentabilidade das iniciativas, pois só assim se fará a correcta apreciação da bondade e necessidade dos gastos públicos e se compararão soluções alternativas, visto que não há somente uma solução para um problema, existem sempre várias opções a considerar.

Por tudo isto era avisado que, antes ir "à procura de outras Mourarias", a edilidade verifica-se se, tendo em conta todo o investimento feito e todos os recursos mobilizados, "vários dos problemas estruturais que  persistem" foram correctamente abordados, sob pena de, a prazo, apesar das âncoras muito sólidas, o Intendente poder regredir.

1 comentário:

  1. E quem lhe diz que essa avaliação não foi feita?

    Muita parra e pouca uva, é o que se conclui do seu texto. O intedente mudou, e não vai regredir só porque uns gabinetes vão sair de lá.

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