terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Quatro histórias que ilustram a desgraça de Lisboa



Não é mania deste vosso escriba bater no ceguinho. Mas o amor pedante que me liga a Lisboa, faz com que reaja sentimentalmente a situações que, dentro do senso comum, podem ser apelidadas de execráveis por emanarem tamanha incompetência política em prejuízo desta bela cidade.

Realmente, vale mesmo a pena ser boy da CML. Realmente, com um currículo destes, especialmente a nível partidário, e com um salário chorudo na ordem dos cinco digitos, gostava de ser como o Sr. Pedro Silva Gomes. Apenas pode ficar a questão: será só incompetência ou é mesmo arrogância e aproveitamente imberbe de dinheiros públicos?

Que a CML deve zelar pelos espaços verdes da cidade, nada contra, tudo a favor. Mas quando existem processos como este, que denotam a mais estúpida e aberrante incompetência na gestão de dinheiros públicos, o que mais se pode dizer? Se são 70 ou 16, tanto me faz. Mas quando se tem um socialista que nada percebe de economia básica a gerir a coisa...

Já chega? Claro que não! Agora a CML veste a pele de super-herói. Que socialistas e quejandos não compreendem o que é "uma grave e infundada limitação ao direito de propriedade e à livre disposição dos bens" é ponto assente. Nunca compreenderão o que é uma lei de oferta e procura e o que são direitos naturais e inalienáveis, como seja, o direito à propriedade. Está-lhes no sangue odiar o que é privado. Mas para aprofundar o ridículo, nem sabem o que estão a fazer! A lei diz claramente que não pode embargar, mas mesmo assim, querem inventar uma razão qualquer. Ou seja, já não basta serem ignorantes: ainda tentam ser arrogantes no exercício do poder. Pior do que isto? É supostos partidos de direita alinharem nesta brincadeira de mau gosto.

Para fechar, uma situação de pura comédia. Parece que o Sr. Presidente não gosta do trabalho da Siemens. E como alguns semáforos não funcionam, e como bom socialista que é e que gosta da arrogância hipócrita e ignorante de que é paladino e servo fiel, ameaça rasgar o contrato. O que o Sr. Presidente não compreende é que para a Siemens fazer o seu trabalho, dá jeito que alguém forneça as peças essenciais, Será essa empresa, uma empresa qualquer? Claro que não, ora essa, claro que não...

E assim chega ao fim esta jornada, esta epopeia pela ignorância alheia que condena Lisboa a uma triste existência. Este escriba bem não quer bater no ceguinho. Mas o ceguinho é teimoso...

Adenda: para os mais fanáticos e para os mais distraídos, este vosso escriba não tem qualquer filiação partidária. Este vosso escriba pensa pela sua própria cabeça e apenas responde perante a sua consciência.

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