segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A montanha russa pariu um rato...



Escombros do desemprego de muitos milhares. Cacos de azulejo e pedras soltas. Algumas poças e muita lama. Sucedem-se crateras profundas. Buracos por todo o lado. Uma senhora incauta faz todo-o-terreno com um carrinho de bebé. Um rapaz numa cadeira de rodas, atolado na gravilha, é ajudado por quem passa. Carrinhos de choque e dois ou três carrosséis. Uma piscina com miúdos a brincar dentro de bolas insufláveis. Estão a gozar connosco? Onde está o comboio fantasma? O poço da morte? Uma mini-roda-gigante… O Circo, ao fundo. Ao menos há farturas…

Uma atmosfera burlesca e decadente, putrefacto cadáver do que já foi... Um baldio sem préstimo em pleno centro de Lisboa, um problema de salubridade e saúde pública, a fava deste bolo rei ofertado aos Lisboetas, embrulhado num processo-crime onde tudo acontece... Até, mesmo, o Município pagar a defesa de quem é acusado de o lesar...


Dez anos e muitas promessas (eleitorais, e não só) depois , a montanha russa pariu um rato… 

Isto só pode ser uma provocação aos Lisboetas... 



Se eu contar o que sei deste processo, a coisa vai acabar mal...  Querem ver? 

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