quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Pensar Lisboa entrevista Paulo Coelho



Estão a chegar as eleições autárquicas. Nesta fase todo o país vive um período de escolhas. O Pensar Lisboa depois das voltas às Juntas de Freguesia começou também a ouvir candidatos nestas eleições. Depois de Alvalade, Estrela e Parque das Nações, continuamos na freguesia do Parque das Nações e entrevistámos o candidato da coligação Sentir Lisboa, Paulo Coelho a quem agradecemos a amabilidade de nos responder.

Pensar Lisboa - Fale-nos da ligação do Paulo com o Parque das Nações?
Paulo Coelho - Bem, de forma a apresentar-me eu sou o Paulo Coelho, tenho 46 anos. Sou advogado e resido e trabalho no Parque das Nações desde 2001.
A disponibilidade pessoal, o conhecimento do território do Parque das Nações, a experiência profissional e institucional são uma mais valia para a nova Junta de Freguesia do Parque das Nações.

Pensar Lisboa - Como vê a existência da nova Junta de Freguesia do Parque das Nações?
Paulo Coelho - É fundamental para a criação de uma identidade e coesão territorial e para dar resposta às necessidades de proximidade dos cerca de 20 000 habitantes da nova Freguesia do Parque das Nações.

Pensar Lisboa - O que o leva a concorrer ao cargo de Parque das Nações?
Paulo Coelho - Tenho experiência profissional e institucional na regulação, gestão e organização do território, autarquias locais, desenvolvimento regional e ambiente, colaborei em todos os projetos emblemáticos que foram promovidos para a Expo 98, bem como em projetos de requalificação urbana e intervenção urbana, designadamente, o Casal Ventoso, em Lisboa, a Quinta do Mocho, em Sacavém e a Quinta das Mós, em Camarate, estes últimos Loures. Colaborei como adjunto e chefe de gabinete em 4 gabinetes ministeriais nas áreas das autarquias, ordenamento do território, desenvolvimento regional e ambiente, em estreita colaboração com a Associação Nacional dos Municípios (ANMP) e a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) e institucionalmente com organismos tutelados como o Parque Expo, SA, com as 5 Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regionais de Lisboa e Vale do Tejo, Norte, Centro, Alentejo e Algarve, a Direção Geral do Ordenamento do Território / Direção Geral do Território, a Direção das Autarquias Locais, Instituto Nacional de Habitação e  Agência. Portuguesa do Ambiente /coordena a equipa Nações Unidas.
Estou a colocar a minha disponibilidade pessoal e experiência institucional ao serviço do bem público e da coisa pública no Parque das Nações.

Pensar Lisboa - Qual o seu grande objectivo para o próximo mandato?
Paulo Coelho - A Educação é o grande desafio e a nossa aposta.
Os habitantes do Parque das Nações são jovens, qualificados e exigentes. Portanto, áreas como a educação, a ciência e a cultura exigem de nós uma intervenção adequada às expectativas de quem aqui vive e trabalha, sempre com o futuro no horizonte.
O estado atual do parque escolar da freguesia impõe que se encontrem soluções urgentes. É preciso terminar a segunda fase da Escola Básica do Parque das Nações na Zona Sul; recuperar e promover o projeto da escola na Zona Norte; recuperar o prestígio da Escola Básica Integrada Vasco da Gama; integrar a Escola Infante D. Henrique no projeto educativo do Parque das Nações; e impulsionar a criação de um estabelecimento de ensino secundário na freguesia.

Pensar Lisboa - Porque devem os eleitores do Parque das Nações votar na sua equipa?
Paulo Coelho - O nosso projeto foi pensado e será executado por uma equipa multidisciplinar, destituída de preconceitos e individualismos, em torno de um objetivo comum: a criação de uma cultura de bairro, que faça justiça ao slogan da nossa candidatura – Nações Unidas.

Pensar Lisboa - Aconselharia as pessoas a mudarem-se para o Parque das Nações? O que o fascina e desmotiva na sua freguesia?
Paulo Coelho - Aqui, no Parque das Nações, à beira deste magnífico estuário, podemos e queremos ser felizes. Isso depende de cada um de nós, saber respeitar e viver este lugar. Este lugar que tudo nos dá e quase nada nos pede. Depende apenas de nós fazermos deste lugar, a nossa terra, um lugar ótimo para viver. E nesta matéria, como quase sempre, ninguém pode ficar de fora e demitir-se, na confortável posição do “eles” ou “não tenho nada a ver com isto”. A forte identidade do Tejo é, desde logo, uma mais-valia para todos nós no Parque das Nações, a nosso território assenta numa base social e económica muito ligada ao rio que ao longo do seu curso molda a paisagem e que, através dos tempos, convidou o Homem a desenhar as suas atividades e usos do território em harmonia com as características biofísicas locais.
Desde sempre, o Tejo atraiu pessoas. Assim continua a ser hoje. O Tejo do nosso Parque das Nações enriquece a alma de quem o vive, nem que seja pela contemplação de um final de tarde. Quem tem o privilégio de puder viver o Tejo, como todos nós no Parque das Nações, não pode virar as costas a esta dádiva.
Quanto à questão da desmotivação, vejo este assunto pelo lado do desafio, e na verdade o nosso desafio e da nossa comunidade é a educação.

Pensar Lisboa - Que avaliação faz da cidade de Lisboa?
Paulo Coelho - Temos que lançar Lisboa para o futuro, estimular.
Acompanhar e desenvolver todos os projetos turísticos é fundamental, numa lógica de empreendedorismo, criação de emprego e coesão social.
A reabilitação dos espaços urbanos é prioritária, o parque urbano, mesmo o de natureza municipal merece um acautelamento urgente face a estados de degradação avançados.
As vias de comunicação dentro da cidade estão muito deterioradas e desgastadas, alternativas viárias, implementação do uso de transportes públicos e reabilitação das vias são intervenções urgentes.

Pensar Lisboa - Qual será a sua ligação com o futuro executivo da CML?
Paulo Coelho - Empreender todas as ações e mecanismos necessários para promover e dar respostas às necessidade da população residente no Parque das Nações.

Pensar Lisboa - Como vê a função de uma Junta de Freguesia?
Paulo Coelho - A proximidade com a população, fazem da Junta de Freguesia o primeiro local que a população vai passar a procurar para dar resposta às suas necessidades.
Pensar Lisboa - Acha que o contexto nacional pode influenciar as eleições autárquicas?
Paulo Coelho - Relativamente ao território do Parque das Nações penso que não. Estamos a tratar de uma nova realidade e pela primeira vez os habitantes do Parque das Nações vão pronunciar-se para escolher os seus líderes para a gestão do nova Freguesia.

Pensar Lisboa - Como vê o surgimento de candidaturas independentes?
Paulo Coelho - No território do Parque das Nações há neste momento independentes a concorrer.
Pela avaliação das propostas e perfis dos independentes, entendo que falta músculo e conhecimentos institucionais adequados para promover a gestão das necessidades e interesses da população residente no Parque das Nações.
Recordo também que nas atuais estruturas representativas dos municípios e das freguesias, como a Associação Nacional de Municípios e a Associação Nacional de Freguesias não há independentes, em qualquer um dos níveis destas estruturas.

Pensar Lisboa - O que recomendaria a um turista para visitar no Parque das Nações?
Paulo Coelho - A beleza do estuário do Tejo, como disse Sophia de Mello Breyner Andresen ““Aqui e além em Lisboa  quando vamos com pressa ou distraídos pelas ruas,  ao virar da esquina de súbito avistamos Irisado o Tejo: Então se tornam, Leve o nosso corpo e a alma alada”.
Em matéria de equipamentos O Oceanário, o Pavilhão do Conhecimento, o Teatro Camões, a Marina, o teleférico, ver um espetáculo no Pavilhão Atlântico ou no Casino Lisboa, ficar num dos fantásticos hotéis que temos no Parque das Nações, experimentar a variedade da gastronomia disponível nos restaurantes da nossa Freguesia e fazer compras no comércio local.

Pensar Lisboa - Numa palavra o Parque das Nações é? 
Paulo Coelho - Ser feliz à beira Tejo

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