terça-feira, 30 de julho de 2013

A ilusão de António Costa



António Costa continua a sua caminhada, paladina, e em jeito triunfal, para ser o próximo líder socia... ups, renovar o mandato à frente da CML. Tal como o meu estimado amigo Diogo já teve a oportunidade de apontar, parece que António Costa tende a viver numa dimensão diferente do comum dos mortais.

Afirma o próprio que é possível uma política anticrise, mas a verdade é que esse jogo de palavras habilidoso, mas que acima de tudo é oco porque nada quer dizer, não consegue escamotear que exemplos tão citados por Seguro são a prova que essa política não existe e é produto da mais execrável demagogia política, incapaz de ver a realidade da mentira desse apregoar de putativas políticas.

Mas claro, António Costa não rejeita mandar alfinetadas para além de Lisboa. E é de admirar? É de admirar quando o próprio PS está em constante ebulição interna? Quando vai vendo hipóteses de preencher o seu sonho adiado através da sua própria cobardia? No fundo, como sempre, é a típica atitude socialista que, qual abutre, qual animal necrófago, circula à volta da órbita do poder e não lhe consegue resistir.

No entanto, e não obstante, há sempre alguns pontos nunca bem esclarecidos e que deixam a dúvida sobre a efectiva diferença entre a política seguida em Lisboa e aquela nacional. Estas dúvidas, fundadas num exercício contabilístico bastante interessante do ponto de vista da sua análise para além das palavras bonitas usadas em discursos políticos (aqui, aqui e aqui).

Ou seja, como um bom socialista, António Costa fala da "sua" verdade, na "sua" dimensão, mas esquece-se que há pormenores que lhe escapam e que não pode controlar. E assim permanece a campanha para as autárquicas: inexistente, como um deserto sem chuva há décadas e sem qualquer tipo de oásis. Só política e nenhuma Política.

Quid scripta scripta

2 comentários:

  1. E Este governo foi menos demagógico quando prometeu (dia 1 de Abril...) não cortar nos subsídios?
    Qualquer economista dirá que o actual governo não podia ignorar que as promessas que fez em campanha eleitoral eram irrealizáveis.
    A lei eleitoral prevê esta situação... E mais não digo!

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  2. E não, não estamos democraticamente representados. E há muito que não estamos. A admitir que Passos Coelho tivesse "embarcado" nessas promessas com base em erros ou enganos, deveria ter exposto a realidade e sujeitar-se a novas eleições, prometendo o que podia ser realizado e não mais. Não o fez. Nem o P.R. assim entendeu.

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