quarta-feira, 26 de junho de 2013

The writing is back... ao mesmo tempo que o desastre de Lisboa se aprofunda: inevitabilidade do Destino?

Por mais que se tente, há algo que não se pode ignorar: a forma como os lisboetas sentem, de forma atroz, saudades da "sua" cidade. Por mais tempo que este escriba que vos escreve passe tempo em Londres, por entre ruas de civilização baseada na educação e no respeito, e numa cidade funcional (apesar dos seus problemas graves...), algo incontornável surge sempre: Lisboa e o seu estado deplorável, que se vai prolongado sem qualquer forma de solução que seja óbvia.

Exemplos como este, este, este, este, e ainda mais este, levam a clocar a seguinte questão: será que Lisboa está, inevitavelmente, fadada ao declínio fatal e ao esquecimento envolto na mais pura e abjecta politiquice que, infelizmente, transforma Lisboa num espelo diminuto da execrabilidade que domina a política nacional?

Não irei discutir os fundamentos jurídicos que ditam o afastamento de Fernando Seara, ou a sua reacção mantendo a candidatura, nem irei fazer grandes considerações sobre a forma inenarrável como um dos maiores cancros que provoca a destruição insólita de Lisboa ainda pode continuar como candidato a um cargo; ou, ainda, a forma como na política a memória não existe, e se renega o próprio passado de declarações públicas, para ceder sobre o incontrolável desejo de ter poder e de usufruir o poder, sem benefícios que sejam visíveis para Lisboa

O que é uma agrura profunda, é o Tempo passar, e o Espaço continuar igual a si próprio: uma cidade cada vez mais desvalorizada, enredada nos seus jogos politiqueiros; com um Presidente que é dos mais incompetentes que pode haver à face deste País, totalmente incapaz de demonstrar um surto de inteligência mínima para desempenhar o seu papel, porque apenas se preocupa com as suas ambições nacionais, por mais que lhe falte a coragem necessária para ser um verdadeiro líder político e, na altura devida, se ter acobardado e se ter retirado para não ter uma valente derrota - qual chapada de luva branca.

O que é uma agrura profunda, é ver uma cidade com um potencial inesgotável de ser um hub de negócios e de turismo, transformado no playground de putativos "independentes" que mais não são do que paladinos do autoritarismo que nega um dos direitos mais absolutos do Homem: a liberdade, e todos os troncos que saem desta árvore e que permitiram, ao longo de séculos, o desenvolvimento da comunidade (quer seja local, regional ou nacional), sem a intervenção e interverência, inaceitável, de uma Edilidade que se transforma num buraco negro destruidor de vida citadina.

Será que a culpa é totalmente da vida política autárquica? Não totalmente: da mesma forma que, não só se deve criticar os filhos devido aos seus comportamentos, mas também os pais que o permitem; a população lisboeta, deve ela própria, ter noção das suas responsabilidades e, ela própria, determinar e agir para que haja uma verdadeira mudança na esfera da capital deste país plantado à beira-mar.

Quid scripta scripta

2 comentários:

  1. O escritor PMSMR que me desculpe mas não tenho paciência para ler textos destes...

    Partilhem mais sobre Lisboa, a Lisboa que poucos conhecem e é escondida das câmaras da comunicação social. É por essa razão que vos acompanho todos os dias.

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  2. Agradeço a sua crítica e o seu comentário. Tratam-se de estilos de escrita, por isso é que o blogue é tão diverso e variado: há sempre um cantinho para os vários tipos de leitores, o que só abona em vosso favor.

    De mais, muito agradecido pelo comentário e pela sua opinião.

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