quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Lisboa: a Caixa de Pandora revisitada



Falou-se em tragédias neste burgo de escribas, com uma visão aristotélica. Falou-se na tragédia de Lisboa, tragédia essa amplificada pelas ambições pessoais de António Costa, essa figura política que eleva o conceito de "inexistência política e ideológica" a todo um novo mundo de ridicularidade incompetente.

Este vosso escriba vem-vos falar de outra tragédia, dos inícios dos tempos. Consta que Pandora, criada por ordem de Zevs, e composta por outros que lhe deram várias características humanas, era uma mulher dotada de uma curiosidade imparável. Consta que, segundo os escribas da altura, que Prometeu lá teve a triste ideia de roubar fogo do Monte Olimpo (personal interpretation). Bem, não muito contente com a situação, lá Zevs se lembrou de castigar o pobre rapaz, apresentando Pandora ao irmão de Prometeu. Não vai de modas, Pandora não foi de mãos a abanar, levando consigo uma caixa com instruções claras para não a abrir. Coitada da Pandora, levada pela curiosidade fez o que não deveria ter feito: abriu a caixa que trazia. E com isso, todos os males do mundo se libertaram. Todos? Segundo os escribas da altura, parece que um elemento ficou dentro da caixa: Elips, o espírito da Esperança. E o que Zevs fez depois desta transgressão? Simplesmente... Exacto... À boa maneira portuguesa, a culpa morreu solteira.

Hoje, em 2013, a tragédia lisboeta continua e as "Pandoras" modernas continuam o seu caminho imparável, soçobrando perante as suas ambições pessoais de índole abjecta. Parece que teremos problemas jurídicos insondáveis no que toca a candidaturas a Lisboa. Eis a primeira caixa de Pandora portuguesa: a total inabilidade e incompetência do legislador nacional, con influência local. Parece que um dirigente do PS já de provecta idade acha que António Costa irá candidatar-se ao burgo tão desejado: a podridão do Rato. Eis a segunda caixa de Pandora: um edil do mais incompetente e inconsequente que há, sem profundidade ideológica alguma, que apenas olha para o seu umbigo e se esquece da cidade que deveria governar com zelo e estima.

De tragédia em tragédia, assim vai Lisboa... Disclaimer: a  07 de Fevereiro de 2013, o meu voto nas autárquicas continua nulo. A pobreza mais degradante continua a vigorar por Lisboa, em qualquer dos lados partidários. Ser politicamente incorrecto é um modo de vida, tenho dito.

2 comentários:

  1. Tudo é política. Mas a política não é tudo. Queiramos, ou não, o "voto nulo" arrisca-se a vencer estas autárquicas, da mesma forma que em tempos pouco remotos venceu umas presidenciais. Isto para dizer que Seara avança para estas autárquicas da mesma forma que Costa avançou em 2007: com a sua caixa de Pandora fechada... Há quem não veja o problema.

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  2. Pedro, ouvi dizer que vão fazer uma estátua ao António Costa . Ganhou o prémio de "Como estar na CML e não fazer nepia!".

    Parabéns ao Presidente António Costa.

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