quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

E acho eu muito bem!

Quantas mais restrições aos carros pessoais em Lisboa melhor. Por mais repressivas e dacronianas que sejam as medidas o benefício é de quem cá vive. São contra as lombas e afins? Temos pena. Paguem para andar em Lisboa e devagar!

(...)Numa tentativa de reduzir esses acidentes, a Câmara de Lisboa vai iniciar algumas obras naqueles bairros para instalação de passadeiras sobre-elevadas, pistas antiderrapantes junto a equipamentos escolares e sinalização adequada de forma a reduzir a velocidade dos atuais 50 quilómetros/hora para 30 quilómetros/hora.(...)

in DE


7 comentários:

  1. portanto, as "passadeiras sobre-elevadas" , terão a virtualidade de se "baixar" quando lá passar uma ambulância com um sinistrado com uma lesão na coluna lá dentro... ou quando um peão estiver prestes a ser colhido por um carro em velocidade excessiva... LOL só mesmo para rir. as pessoas em Portugal estão-Se mesmo nas tintas para o cumprimento da lei... e depois, claro, reconhecem que a única forma de a fazer cumprir é através de medidas repressivas e draconianas... e ilegais... faz sentido. é coerente. :-)

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  2. Ilegais? As medidas de passadeira elevada com material tãctil (em oposição a tinta branca) é uma medida a nível Europeu; não só pelos Invisuais para igualmente para alcamia de trânsito. As soluções por cá na forma de calçada e padrões são até bastante agradáveis.

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  3. Rui, não há comparação possível entre as lombas da Pinheiro Chagas e as de Benfica. Umas, são bem feitas. As outras, são CRIME rodoviário.
    Depois, julgo desnecessário fazer aqui um excurso pelas teorias da prevenção (especial e geral, positivas e negativas). A experiência demonstra que a repressão nunca funciona. É ver o caso da droga. A aposta deve ser na informação e prevenção.
    Claro que a defesa destas medidas "draconianas" é sempre feita com base em "não-argumentos". Nem poderia ser de outra forma. Este draconianismo é necessário, para acabar consigo mesmo. Já a limitação de velocidade a 30km/h é mesmo necessária, junto a escolas, por exemplo. Sempre apoiei o pagamento de portagens no acesso ao centro de Lisboa (nem o vejo como uma medida repressiva). De resto, penso que se deveria incentivar, ainda mais, o uso de bicicletas e motociclos, que contribuem para a redução dos níveis de poluição, ruído e congestionamento da cidade. O erro está em querer obrigar a malta a usar bicicletas, numa cidade conhecida por ter 7 colinas... Mas o ser humano é mesmo assim: venha a mim, a mim, a mim. Os automobilistas, no fundo, fazem o mesmo...

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  4. E eu acho muito mal!Paguem para andar em Lisboa? Mas que proposta totalitarista é esta? Esse comentário é injusto para quem tem mesmo de trazer o carro por obrigação. Pergunto, saio do trabalho às 18h, vou buscar o meu filho às 18h45 e só por volta das 20h estou em casa. Isto de carro, e agora de transportes quanto tempo demorava?

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  5. Ia começar com lamento, mas não lamento.
    Não tenho nenhuma simpatia pela sua situação, nem antipatia.
    A senhora chega em casa às 20h. E quem não tem o luxo de andar de carro?
    Quem não tem o luxo de entupir as artérias de Lisboa porque o carro pode ficar em 2ª fila enquanto se vão buscar as crianças?
    Não lamento nada.
    Que se danem autocarros perto de Pingos Doce, CTT, escolas, universidade e colégios. Lisboa é para quem conduz? Não.

    Vá a Londres e veja.
    Transportes públicos arround the clock. Andar de carro na cidade? Um luxo.
    Ouvi dizer.
    Pessoalmente posso comprovar o mesmo em Amsterdão e Nova Iorque. E são só dois exemplos.

    Há poucos transportes em Lisboa?
    As pessoas não usam!

    A linha verde reduziu a sua capacidade para metade. Raramente passa um metro em que não se possa entrar. Mas foi um escândalo.

    Povo mal habituado, é o que somos!

    Espero que este comentário seja tomado com o devido grão de sal.

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  6. Dino, obrigado pelos comentários.
    Mas repressão?
    Quando vou na A2 e vejo um sinal de 120km/h máximo é repressão?
    Quando passo num hospital e vejo um não buzinar estou a ser reprimido?

    Eu fui a favor da legalização das drogas leves. Sou contra cães na praia. Sou a fovor das medidas para regular o sal no pão. Sou contra a proibição do aborto.

    Espero que tenhamos percebido aquele ditado do traseiro e das calças...

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  7. jfd,
    Repressão, é fazer lombas com a altura das que vimos na foto que postei há dias, com autênticos gumes, onde é preciso parar e entrar na lomba com o carro enviesado, para subir uma roda de cada vez e não destruir o para choques.
    Só isso.
    Só isso e nada mais...
    Portagens, não são repressivas.
    Parcómetros,não são repressivos.
    Circular a 30, não é repressivo.
    E nada do que referiste é repressivo.

    jfd,
    Quando se coloca um sinal de 50, está-se a dizer que se pode passar por aquela lomba a 50. O que naquele caso, é um atentado à segurança.
    ISSO É CRIME.
    Qualquer veículo que não seja jipe ou camião, despista-se. Ao despistar-se, pode colher um peão no passeio. Ou pode ir parar dentro da loja do R/c do meu prédio, como já aconteceu.

    jfd,
    Cidades como NY ou Londres não têm comparação possível com Lisboa. Lisboa tem 7 colinas... Mas o problema, é mesmo o facto de os portugueses não gostarem de transportes públicos. Somos sociopatas...

    jfd,
    Pessoalmente, acho que só haveria vantagens em "quase" acabar com os autocarros em Lisboa e investir a sério na rede de metro. Agora, o poder político não pode é desinvestir no Metro porque as pessoas o usam pouco... Têm, sim, de incentivar o seu uso.

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