quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A noite Lisboeta



Na semana passada, na madrugada de quarta-feira, um jovem francês foi baleado em plena discoteca Urban Beach.  


As “cenas de pancadaria” são muito frequentes nas noites Lisboetas, como muitos de nós vêm assistindo, e na maioria das vezes por motivos irrisórios. Porém, parece que o cenário se está a agravar e a insegurança a instalar-se cada vez mais.

Mas, sinceramente, o que se passou naquela madrugada nem me espanta muito tendo em conta a falta de vigilância que existe na entrada destes estabelecimentos (pelo menos nas que eu frequento e conheço).

Para que alguém consiga entrar num estabelecimento nocturno com uma arma é porque não houve a devida revista.

Na realidade, não existe um verdadeiro cumprimento do Decreto-Lei  Nº 101/2008, de 21 de Agosto         (http://www.pgdlisboa.pt/pgdl/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=1055&tabela=leis&ficha=1&pagina=1&)

na maioria das discotecas. Apesar de apresentarem uma equipa de segurança privada esta não executa o seu trabalho na íntegra, e por isso, de vez em quando nos deparamos com estas tristes notícias.

Felizmente, estas situações ainda não são a regra da noite em Lisboa, mas poderiam sempre ser evitadas se existisse um maior rigor com a pessoas que deixam entrar nestas casas pois, são locais que têm capacidade para acolher centenas de pessoas, e a maioria delas ingere quantidades elevadas de bebidas alcoólicas alterando o seu comportamento.

Para além da gravidade do acontecimento estamos a falar de um turista, que com toda a certeza ficou com uma má imagem da cidade por um erro grave da segurança que tinha a obrigação de bloquear a entrada de armas no estabelecimento.

Mas, nem tudo são más notícias, e como se costuma dizer “há males que vêm por bem”. No fim-de-semana imediatamente a seguir ao sucedido alguns estabelecimentos nocturnos de Lisboa estavam acompanhados de um carro e agentes da PSP.

Este acompanhamento parece-me fundamental de forma a garantir uma actuação rápida e eficaz perante os infortúnios que estão constantemente a verificar-se na noite de Lisboa.

Esta medida não é nova, mas caiu no esquecimento, e foi preciso um acontecimento gravoso para que voltasse a estar em prática, o que é muito triste.

Na mesma noite, um rapaz desapareceu depois de frequentar a mesma discoteca, e foi visto pela última vez à porta da mesma. Têm sido muitas as tentativas de encontrar o rapaz, e por isso aqui fica o nosso contributo com a divulgação da fotografia.



É de louvar as medidas que têm vindo a ser tomadas ao longo destes últimos anos quanto à segurança na noite da nossa cidade, mas é preciso mais. Já existe algum acompanhamento em algumas zonas de grande afluência nocturna, mas este trabalho não deve ser apenas das polícias, mas de todos os cidadãos, em conjunto.

Este é um tema da maior importância porque a noite também é uma das atracções da nossa cidade.


4 comentários:

  1. Não resisto a continuar o post da Ana Malheiro.
    Algumas (poucas) discotecas de Lisboa (e não só), permitem-se a exceder para o triplo a capacidade máxima admitida. Nunca há uma inspecção... Jovens, aos milhares. E normalmente, não são abstémios… Apesar de visivelmente alcoolizados, ébrios, mesmo, continuam a ser servidos.
    Claro que nada disto ocorre no URBAN.
    Também não há uma única pessoa que tenha presenciado uma agressão no URBAN, perpetrada por “seguranças”, fardados ou não. Nunca por lá uma discussão foi salutarmente sanada com uma cotovelada nos dentes… Há pouco tempo, um amigo meu residente no estrangeiro, filho de um ilustre advogado lisboeta, ficou no chão uns bons 10 minutos a enfardar pontapés… Não foi no URBAN, claro...
    Os seguranças da discoteca URBAN, são conhecidos pelo seu trato delicado. Aliás, a maioria dos seguranças que actuam nas discotecas do grupo K, possuem este predicado.
    E alguém acredita que as funções de Segurança, são apenas exercidas, nas discotecas de Lisboa, por indivíduos “encartados” pelo Ministério da Administração Interna, empregados de empresas de segurança e vigilância?
    Confissão: Nos meus tempos de universitário (e já lá vão 10 anos), ganhei uns cobres a trabalhar como segurança. Recordo-me da noite em que fui obrigado a imobilizar um tipo com um ataque psicótico. Conheço muito bem os meandros e os problemas da noite. E digo-vos duas coisas: Primeiro, ser segurança não é mesmo para qualquer um. Requer capacidades sobre-humanas no que respeita ao autocontrole; Segundo, a única coisa que me surpreende, é não haver mais mortos, feridos e desaparecidos…

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  2. Cara Ana,

    Excelente post. A noite lisboeta é mesmo um terror.

    João Baganha Santos

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  3. GASOLINA E FOGO naquilo... ainda era gajo para ir a uma noite no Urban, para ver aquilo a arder... tipo festa de despedida.

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