quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Educação? Em escolas públicas Portuguesas?
Que a educação em Portugal já viu melhores dias, todos nós sabemos, não é de todo uma novidade. Agora o facto de o ensino estar a ser negligenciado nas escolas primárias públicas Lisboetas, designadamente em consequência da diversidade cultural que cada vez há mais na capital e da ineficiência da gestão dos recursos, foi para mim de certo modo uma novidade.

Tive conhecimento há pouco tempo que há escolas primárias em Lisboa nas quais os alunos do 1.º e do 2.º ano têm aulas em conjunto, ou seja, com a mesma professora, na mesma turma e na mesma sala de aula (e isto acontece no 3.º e 4.º ano, também). Essas mesmas turmas são ainda compostas por pessoas de diferentes etnias e Nacionalidades, temos por exemplo, filhos de emigrantes Chineses, que pouco ou nada sabem de Português, nas mesmas turmas que os alunos do 1.º e do 2.º ano.

Ora, não será necessário ser um especialista em Educação e Ensino para perceber que um aluno do 2.º ano que está a ter aulas juntamente com um aluno do 1.º ano e com pessoas que nada ou pouco falam Português, não terá a mesma evolução que um aluno que esteja apenas com colegas do 2.º ano, e aos quais possam ser apresentados exercícios já do 3.º ano, para que possam evoluir de forma mais rápida e consistente. Ou seja, numa turma com tamanha diversidade, é impossível “puxar” por um aluno do 2.º ano!

Ou seja, na verdade, como se não bastasse termos um Plano Nacional de Leitura que recomenda aos alunos do 2.º ano livros para adultos, temos também escolas primárias em que os alunos são “condenados” a evoluir ao ritmo dos seus colegas que não só estão um ano atrasados, mas que parte deles nem sequer sabe falar Português! Colocar um filho numa escola pública, passa assim a corresponder a aceitar que a criança não desenvolva como uma criança colocada numa escola privada, o que viola o direito fundamental à educação garantido pela Constituição!

Se Lisboa quer receber emigrantes, tem de ter condições para os receber, com turmas especiais, com condições especiais para lhes ensinar a língua e integra-los na Sociedade. E acima de tudo, tem de garantir que as crianças e jovens Portugueses não são prejudicadas pelo acolhimento da emigração, sobretudo no que respeita ao seu direito fundamental ao ensino! Aliás, cabe às entidades competentes garantir que os Portugueses beneficiam da diversidade cultural que é trazida pela emigração!

É que se estivéssemos a falar de aldeias perdidas no País profundo com quatro alunos, várias questões poderiam ser debatidas. Agora, estamos a falar de escolas na capital do país, em Lisboa, onde o impacto de fechar uma ou outra escola por falta de alunos é desagradável mas não irá implicar para os alunos a perda do acesso à educação.

Em Lisboa temos de pensar se é mais importante bloquear a evolução dos alunos, colocando-os em turmas de alunos de 1.º ano ou fechar uma ou duas escolas e juntar os alunos do 2.º ano numa só escola, para poderem evoluir como evoluirá um aluno que esteja no 2.º ano, numa escola privada! Claramente, as autoridades competentes preferem bloquear a evolução dos alunos... Dá menos trabalho...

Depois de ter recebido esta novidade, a situação da educação em Portugal deixou de ser preocupante, passou a desesperante…

3 comentários:

  1. É escandaloso este episódio que relatou. Portugal vai de mal a pior...em todos os níveis.

    ResponderEliminar
  2. Não gosto nada nada nada deste post. Demasiado abrangente para o assunto que aborda... A generalização tem destas desvirtuações....

    ResponderEliminar