quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Edificios em mau estado: Lisboa a cair de podre?


Podia ser um mero reparo extremamente chato, de profunda oratória; mas não, infelizmente não é, infelizmente é o mísero estado da habitação em Lisboa. Na verdade, este é um problema que, na sua maior parte, tem que ser resolvido pelo mercado e, essencialmente, pelo mercado de arrendamento, que continua a trapalhada do costume: a trapalhada socialista de uma péssima gestão e a trapalhada de um pais que não se sabe reformar.

Mas, curioso, curioso, é ler partes deliciosas como esta: "O levantamento efectuado pela autarquia revela ainda que a cidade tem 2813 prédios completamente desabitados. Este número corresponde a 5% do total de edifícios existentes na cidade.". Naturalmente que pérolas como esta são a expressão de um país falido, ao se declarar que deve ser a CML a intervir. Naturalmente rísivel e profundamente demagógico. Mas... será mesmo assim?

Como já alertámos devidamente em local apropriado, a reabilitação urbana é uma área onde a CML não se deve imiscuir nem ser absolutamente incompetente como tem sido. Se a maior parte deve ser deixado ao mercado e à iniciativa privada, não nos podemos esquecer que a CML é uma das maiores proprietárias em Lisboa e, como tal, toda e qualquer recuperação dos edifícios a seu cargo cabe, ora pois, à CML. Que a CML ou até o Estado tenham propriedades imóveis em seu nome, já é de si extremamente difícil de justificação; mas a CML não cuidar dos seus prédios é sinal de incompetência, incúria, desleixo, má gestão e, acima de tudo, profundo desprezo pela cidade que se governa.

Todo e qualquer candidato; todo e qualquer governante de Lisboa, que não prestem atenção à reabilitação urbana da cidade, não é digno de governar uma Comunidade como a nossa, de sete colinas à beira-Tejo plantada.

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