segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Duetos da Sé: uma aventura gastronómica, musical e romântica numa das mais nobres colinas de Lisboa


Por entre as colinas de Lisboa, pequenos "vales" de encanto contínuo se consegue encontrar. Pequenos recantos onde a inspiração surge, onde a verdadeira e antiga Lisboa se unem num espaço repleto da mais profunda discrição romântica. Onde a tranquilidade do espaço nos domina de forma arrebatadora, onde o tempo simplesmente desfia lentamente os seus novelos, não agredindo com a sua passagem, mas agraciando-nos com a sua simples passagem ao som do mais puro Jazz da velha escola como música ambiente. Singelo espaço, sublime cozinha de pratos recheados de um razper inolvidável fruto das fantásticas mãos que a produzem; errático prazer daquele vinho trazido com a maior das gentilezas, gracioso sabor daquele néctar dos deuses, vermelho, cioso do efeito que provoca. Pontuado com aquela voz que se ouve ao fundo, ao vivo, prolongando as notas da sua doce voz, feminina, brasileira, Bossa Nova; aquele acompanhamento de guitarra indispensável, precioso; a certo ponto, eis que ele aparece, o piano, os acordes da intimidade cada vez mais perene.

Onde pode o nosso caro leitor descobrir este espaço que conquistou este vosso escriba sempre à procura dos sítios mais recônditos e de requinte da nossa amada Lisboa? Muito simples de encontrar: subam desde a rua da Madalena, em direcção à Igreja de Santo António. Contemplem a Sé, no seu esplendor nocturno, grave, imponente, observando com um ar soturno o intrépido viajante. Sigam pela direita, desçam a rua e, a a certa altura, verão uma simples viragem à direita e eis que ele aparece, tímido, cada vez mais tímido, tentando esconder a aura de divino que encerra no seu interior.

Restaurante "Duetos da Sé", Travessa do Almargem, 1B, 1100-019, Lisboa

Com o seu site, facebook, aqui poderão encontrar uma cozinha deliciosa, uma carta de vinhos inesquecível, concertos ao vivo do melhor que se pode encontrar e, claro, todo um pormenor de romantismo permanente que nunca mais termina e que vos faz ficar lá horas e horas, sem se aperceberem disso.



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