segunda-feira, 8 de outubro de 2012

António Costa: o anátema da velha "política" abjecta e tachista



Poderia começar por divagar sobre o insulto a um símbolo nacional. Poderia inquirir sobre a oportunidade destas declarações pífias. Poderia, talvez, usar a retórica para animar aqui o estaminé e comprovar o absurdo desta opinião. Mas não, venho e mesmo falar sobre isto.

Que António Costa tenha o sono de destronar o Seguro, disso não haja dúvidas. Que António Costa gosta de picar o ponto e dizer de sua justiça, mesmo que sejam alarvidades, disso não haja dúvidas ou anseios existencialistas. Mas, numa cerimónia do 05 de Outubro - que o vosso escriba considera completamente inútil e risível - fazer uma candidatura à vista de todos para o tacho de líder do maior partido da oposição é, no mínimo, inenarrável. Que o discurso em questão seja um conjunto de lugares-comuns que agradam ao ouvido da massa disforme do Povo, que o argumentário é pobre e absolutamente vago, sem se comprometer, que continua a propagar a ingenuidade própria dos incompetentes e iludidos, e tornando-o um candidato à altura da história do PS, disso não haja qualquer tipo de dúvida insondável de espíritos mais abalados.

Mas é pena que o excelso Edil de Lisboa se lembre sempre de fazer política nacional, em vez de fazer política local, afinal, para o que foi eleito e, pelos vistos, pretende ser reeleito. Tomar a decisão de procurar a recandidatura é legítima, mas se fundada na política que se vê em Lisboa ao mando dos socialistas, então, é a continuação do insulto. Porém, usar as páginas de um jornal como o Público para fazer propaganda atroz e abjecta sobre a rotunda do Marquês (edição em papel, ainda não disponível no site online, logo, sem link), é simplesmente usar a mentira da forma mais descarada possível!

Enfim, de socialista em socialista, até à agonia final. Carrega Lisboa!

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