quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Política e Socialismo: o conluio execrável de uma forma abjecta de fazer política


A Política é a arte mais nobre de servir a Comunidade. A Política, através do Poder, serve para prosseguir o bem-comum da população. De forma abnegada, sem interesses privados, apenas e só prosseguindo o interesse público que procura a bem-aventurança da Comunidade. E, o Poder, apenas e só deve ser exercido enquanto existe um elo de confiança, um elo de mutual trust entre o eleito e o eleitor. Quando este elo se quebra, apenas há uma saída: a demissão.

E o que dizer disto? "Junta de Benfica entrega ajustes directos a colegas e amigos do PS"? Isto será o quê? Competência, profissionalismo, abnegação, noção do interesse público, no fundo, bom senso? Não, belo contrário, isto trata-se do estrume mais abjecto e execrável que pode haver na política. O compadrio de sarjeta, a choldra torpe dos interesses privados, os "amigalhaços", os "amigos", os ajustes directos. Isto, meus caros, é uma vergonha, é insultuoso, é uma perfeita merda enganando os lisboetas, delapidando-o do seu património. No fundo, é a mais profunda merda socialista, é a confirmação que a mentalidade socialista é abjecta, é estrume, é merda, é adubo, é simplesmente hipócrita, demagógica e profundamente incompetente. Tudo isto pode ser encontrado aqui, com todos os pormenores.

"A Junta de Freguesia de Benfica adjudicou no mês de Julho duas empreitadas no total de 134.576 euros, por ajuste directo, a uma empresa com ligações ao Partido Socialista. Num dos casos, parte dos trabalhos acabou por ser feita por pessoal da autarquia. Já neste mandato, a junta contratou também, por 26.400 euros, um membro do secretariado do PS de Lisboa, que dirige as suas obras e trabalha há pelo menos uma década com um dos donos da empresa agora contratada. Um outro ajuste directo contemplou um ex-vereador socialista da Câmara de Lisboa com mais 64.800 euros."

Senhora Presidente, Inês Drummond, o que tem a dizer sobre isto?

"Logo à entrada, a autarca deparou-se com um portão de ferro de grandes dimensões a rodar nos gonzos e que antes das férias mal se conseguia fechar. A sua reparação, que incluía uma intervenção em cinco metros quadrados de betão, constava do caderno de encargos da empreitada adjudicada à Reformact no fim de Julho. O trabalho feito, porém,
não inclui qualquer mexida no betão e não passou pela empresa em causa: saiu inteirinho das mãos de um serralheiro desempregado que o centro de emprego pôs a trabalhar na Junta de Freguesia de Benfica e que na semana passada executou os serviços envergando uma T-shirt preta da autarquia."

A Reformact já tinha saído da obra há vários dias e no local há quem garanta que a mesma pouco mais fez do que pintar o edifício e tapar alguns buracos nas paredes. O caderno de encargos, todavia, obrigava-a a picar as paredes numa área de 400 m2 e a refazer integralmente a argamassa e o reboco nesses locais.

As dúvidas sobre o que a empresa fez de facto com os
88 mil euros que recebeu, que o PÚBLICO tentou esclarecer e que vão muito para lá do portão e dos rebocos, não puderam ser esclarecidas. Inês Drummond, que aceitou visitar o local com o jornalista, nada sabia sobre os aspectos técnicos da obra e não respondeu aos pedidos feitos para consultar os relatórios diários que a empresa e o arquitecto nomeado pela autarquia para fiscalizar os trabalhos estavam obrigados a apresentar. As múltiplas tentativas efectuadas para falar com os arquitectos Miguel Gama, o técnico designado pela junta para fiscalizar a obra, e Nuno Cortiços, sócio com 50% do capital da Reformact, empresa constituída há dez meses, também não tiveram qualquer resposta.

Mas as perplexidades suscitadas pelas relações entre a autarquia e a Refromact ultrapassam o cumprimento ou não do caderno de encargos. A empresa foi contratada por ajuste directo ao abrigo da norma que dispensa os concursos em casos de "urgência imperiosa resultante de acontecimentos imprevistos". Ora a escola estava num estado lastimável há anos e os contactos entre o consultor da junta para as obras, Miguel Gama, e a empresa de Nuno Cortiços tinham-se iniciado mais de um mês antes de o executivo da freguesia decidir, em 19 de Julho, convidá-la a apresentar uma proposta sem consultar qualquer outro empreiteiro."

E agora cara Presidente, o que espera para se demitir? Senhor António Costa, o que tem a dizer sobre isto?


1 comentário:

  1. Fica aqui mais uma pérola inestimável

    "Questionada pelo PÚBLICO acerca da forma como a Reformact surgiu na autarquia, Inês Drummond respondeu que a empresa ofereceu os seus serviços "como dezenas de outras" e garantiu que apenas conheceu Nuno Cortiços "a meio de Agosto, durante as obras da escola". De igual modo, negou saber de quaisquer relações entre o arquitecto consultor da junta e o sócio da Reformact, ou entre este e o PS.

    Sucede que Cortiços fez parte de um blogue de apoio à candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa, juntamente com a própria autarca de Benfica, Miguel Gama e três dezenas de militantes socialistas. Além disso, Miguel Gama, que tem assento com Inês Drummond no secretariado do PS de Lisboa, tem ligações profissionais há mais de uma década a Nuno Cortiços."

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