sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ainda o caso da Junta de Freguesia de Benfica: responsabilidade para quem?

Ontem escrevi sobre isto neste humilde espaço, mas, pasme-se, o artigo tem mais pérolas que vale a pena descortinar e divulgar. Parece que:

  1. As obras não foram feitas segundo o caderno de encargos;
  2. A estimada Presidente, Inês Drummond, não sabia o que deveria ser feito;
  3. Pelos vistos, a adjudicação e a assinatura do contrato realizaram-se no mesmo dia, louva-se a rapidez;
  4. Consta que apenas a empresa em questão, a Reformact, concorreu à obra em análise mas, pasme-se, ironia das ironias(!!!), "Contrariamente ao que é habitual, porém, o júri de três pessoas que fora nomeado para acompanhar o processo não teve qualquer intervenção na apreciação da proposta, nem apresentou qualquer relatório." 
  5. Pelos vistos, a Reformact não estava apenas envolvida nesta obra, mas também numa que visava a "requalificação do hall da piscina da junta", que mimo... Ah, e claro, era um ajuste directo...
  6. Curioso, curioso, é que no processo de requalificação do hall da junta, pelos vistos, descobre-se que Nuno Cortiços, sócio com 50% da Reformact, é também (há lá coincidências...) sócio da empresa Hidro Energia (que também se candidatou à "requalificação do hall da junta"...) e, coincidência das coincidências, "cujo Número de Identificação Fiscal consta estranhamente dos contratos celebrados com a Junta de Benfica como se fosse o da Reformact."
  7. Nuno Cortiços foi, juntamente com Inês Drummond, e Miguel Gama, parte integrante de um blogue de apoio à candidatura de António Costa à CML (Que conveniente...);
  8. Nuno Cortiços e Miguel Gama foram alunos de António José Morais, digníssimo Professor de Arquitectura da UTL...arguido num processo de corrupção... António José Morais que foi... ups...professor(!!) de José Sócrates na Independente (há com cada uma....), ainda teve tempo para liderar o Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do Ministério da Administração Interna entre 1996 e 2002;
  9. Miguel Gama é coordenador do PS de Carnide, e a sua empresa (onde é sócio com a mulher), Adtempus, tinha sido escolhida por ajuste directo (já lá vão duas... um mimo...), em Fevereiro passado pela Junta de Freguesia de Benfica (olha a coincidência...), pelo valor inicial de 18.000€, mas aumentado este ano para 26.400€ (quais foram as razões?)
  10. Last, but not least, em Julho foi adjudicada uma obra de  23.485€ a Conde Rodrigues, consultor dessa empresa, ex-Secretário de Estado da Justiça em Governos PS e que... pasme-se(!!!!!!!!!!!!)... onde trabalhou Miguel Gama;
Posto isto, o que diz Inês Drummond? "Se há alguma coisa de que me orgulho, é de ter trazido mais transparência a todos os processos de contratação da junta", afirma Inês Drummond. A autarca diz que tem tentado "optimizar os procedimentos", conseguindo "baixar os preços". Quanto à escolha das empresas, afirmou: "Consultamos empresas com quem já trabalhámos e das quais temos referências positivas." E por que é que para a Boavista contactaram apenas uma? "Consultámos a que se nos apresentou."

Assim se goza com o cidadão, assim se insulta a Comunidade, assim se é incompetente. Reacções? Nem um pio da CML...

2 comentários:

  1. Este é o mesmo Cortiços q andava a publicitar a sua tese de doutoramento em tsf, correio da manha e afins...onde críticava o ajuste directo (por compadrio) das obras da Parque Escolar, e os problemas daí decorrentes na sua construção....e faz ...PRECISAMENTE...o mesmo...de forma..bem mais cizenta.....que porco....só neste país. Aposto que António José Morais (o tal q passou a o diploma ao Sócrates a um domingo, amigo do Armando Vara...)...foi mesmo que arranjou um tacho a estes dois meninos, como professores na faculdade de arquitectura...e assim vai o mundo...como é bom andar às costas do aparelho partidário.

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  2. isto não é nada.
    debrucem-se sobre a associação jovens seguros (em benfica: adventure park da mata, programa escolhas, futuro bipzip...) e as ligações intimas à presidente, ao seu passado sindical e aos amigos.

    mais, num país laico, a intervenção social de benfica está entregue, por pagamento de favores eleitorais, a uma seita evangélica, que usa o dinheiro do estado para pregar. trabalho que é bom, zero.

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