terça-feira, 11 de setembro de 2012

A porcaria do Marquês: o espelho da governação socialista abjecta

Não há muito mais a dizer perante isto. Perdoem-me a linguagem, mas isto não é política, isto é estrume de política, o mais puro estrume abjecto e degradante que pode haver. Fica o texto, não há muito mais a dizer:

"António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, convidou ontem os automobilistas a inteirarem-se, domingo, das alterações ao esquema de circulação no Marquês de Pombal e na Avenida da Liberdade, e a habituarem-se à nova rotunda exterior e às alterações aos sentidos das laterais. Fez logo a advertência de que tal adaptação, na primeira semana, "vai correr mal" e de que a monitorização do teste, até Dezembro, poderá originar correcções, mas não falou na existência de um plano alternativo.
Sobre o piso reasfaltado da rotunda exterior, diante do Instituto Camões, por onde o trânsito ascendente da Avenida da Liberdade acederá às avenidas Duque de Loulé e Fontes Pereira de Melo e às ruas Joaquim António de Aguiar e Braancamp, António Costa centrou os objectivos do projecto: reduzir o trânsito na zona; melhorar a segurança, separando a circulação dos veículos de transporte colectivo dos de transporte individual no Marquês; proporcionar mais conforto aos peões.

"Levará tempo a adquirir hábitos e os próprios comerciantes da zona ajudar-nos-ão a perceber se são necessárias alterações. Se não resultar, corrigiremos e voltaremos à situação anterior", admitiu António Costa, lançando um novo desafio aos automobilistas: "Para ir à Baixa não se vai (não se deve ir) de carro."
Conduzindo toda a apresentação do esquema de alterações, o autarca destacou que deverá ser eliminado o maior ponto de congestionamento do cruzamento com a Avenida Alexandre Herculano, pois que deixará de haver atravessamentos na Avenida da Liberdade. E para tal diz que contribuirá a retoma de um antigo sentido de circulação, do Rato ao Marquês, através da Braancamp, mas também pelo duplo sentido de circulação na Rua Barata Salgueiro.

Semáforos e câmaras

Acompanhado dos vereadores da Mobilidade e do Urbanismo, respectivamente, Fernando Nunes da Silva e Manuel Salgado, António Costa esclareceu ainda que as faixas centrais da Avenida da Liberdade terão velocidade limitada a 50 km/h (com limitadores de velocidade nos semáforos) e que as laterais terão essa velocidade reduzida a 30 km/h.

Mas se os semáforos passarão a estar mais atentos ao trânsito, o sistema de videovigilância de monitorização do tráfego que a Câmara de Lisboa montou em 2010 continua de "olhos fechados", depois de o Supremo Tribunal Administrativo ter rejeitado recurso do município contra a Comissão de Protecção de Dados, que o mandara desligar.

A situação indigna o vereador Nunes da Silva e o presidente da câmara, que a classificou de "vergonha". Pergunta o vereador da mobilidade, ouvido pelo PÚBLICO: "Como é possível o Diário de Notícias, mesmo aqui ao lado, transmitir online, no seu site, imagens das obras que aqui estamos a realizar, e aquelas câmaras não poderem monitorizar a segurança do trânsito?"

Falta de sarjetas para escoamento de água

Foi acidental, disse-o e repetiu, ao presidente da câmara, quando este lhe deu a palavra, concluída a conferência de imprensa. E tão acidental foi quanto assertivo na sua intervenção, manifestando consciência orçamental na ponta da língua. Luís Garcia, de 74 anos - "tenho a quarta classe e já feita em adulto", precisou -, um ror deles passados na construção civil, atirou, irónico: "Então vamos ter aqui o rio Marquês? É que, e estava aqui de passagem, reparei que nesta obra [parte do troço da rotunda exterior, reasfaltada, diante do Instituto Camões] não existe qualquer sumidouro [sarjeta de escoamento de águas pluviais]. Ora, quando chover tudo isto vai alagar. Como é que fazem uma obra destas?"

António Costa chutou o assunto para a directora municipal de obras, Helena Bicho, que admitiu contratempos, falhas técnicas (também na placa de cobertura do metro) e o carácter provisório da obra. A técnica concedeu que está em falta o necessário sistema de drenagem de água, mas que não está esquecido.

Luís Garcia não se comoveu com a explicação da engenheira e voltou a interrogar: "Então é assim que se faz uma obra? O contribuinte vai pagar, novamente, para partirem o alcatrão e colocarem depois os sumidouros?" A técnica concordou, mas referiu que foram encontrados inesperados problemas derivados da laje do metro. Luís Garcia ficou então a saber, pelo autarca, que aquelas e outras obras do projecto do Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade vão custar 750 mil euros."


(sublinhados meus). Dá vontade de perguntar - mas que raio de porcaria é esta?

1 comentário:

  1. A incompetência reunida em sessão de auto-elogio. A incompetência de presidentes, assessores, conselheiros,engenheiros, encarregados de obras, fiscais, etc. etc.
    Mas esta é a imagem geral de quem vai desgovernando este país, Nas câmaras, no parlamento, no governo, na presidência da republica.

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