quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A incompetência dos eleitos perante os eleitores

Sim, é verdade, estou de volta caríssimos leitores e caríssimas leitoras. E, como estou de volta, nada melhor do que começar com... a triste realidade de Lisboa.

Férias se passaram, umas semanas, uns meses e o que reparamos? Que continua tudo igual, pasme-se, tirando umas obras ali no Marquês (para variar... deve ser o karma...), e de mais umas estações do metro mostrar o tempo que falta para o próximo comboio chegar (ah, não, isto não é competência da CML...), ou do sucesso da extensão da linha vermelha até ao Aeroporto (exacto, não é competência da CML...), no mais pequenos dos pormenores da vida de bairro, os problemas continuam.

Pois é, chegou à nossa posse a informação de que, numa mera reunião descentralizada da CML com o intuito de ouvir as sugestões os habitantes das freguesias de Nossa Senhora de Fátima, S. Sebastião da Pedreira e Campolide, houve alguém que mereceu falta de comparência. Até me podia debruçar sobre as queixas dos habitantes da futura Freguesia das Avenidas Novas de que o degredo e incompetência atroz de resolução de problemas que afligem esta zona nobre da cidade. Até poderia divagar sobre, e passo a citar, " (...) a resposta dada pela maioria socialista que governa Lisboa a todas estas questões foi incapaz e insegura umas vezes e contraditória outras tantas. (...)". Todos nós sabemos que este é o ADN puro da governação socialista: incompetente, incúria, mal preparada, inconsciente, ciente dos seus próprios interesses, destruidora de Lisboa.

Mas, o que me traz aqui, é tão só isto (citação): "Deplorável foi verificar que nem a presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima nem nenhum dos seus quatros vogais se dignaram estar presentes nesta reunião da CML.". Pergunta imediata: os responsáveis autárquicos são eleitos para quê? Consta-me que seja para representar os seus eleitores, quem os elege, especialmente, e mormente, em reuniões para - pasme-se(!!!!) - ouvir o que as populações têm para dizer. Logo, uma falta destas diria eu... deplorável... no mínimo....

A responsabilidade do político perante o seu eleitorado deve ser aferido, não só nas grandes decisões, mas também nas pequenos, naqueles pequenos detalhes que se possa julgar mundano, mas que são o espelho do perfil do político. Uma Junta de Freguesia não estar representada, por ninguém (era assim tão difícil, em 5 pessoas, uma aparecer? Olha que belíssima coincidência...), numa reunião com o intuido de ouvir os habitantes de Lisboa, é absolutamente incompreensível e indigna da confiança de quem votou nessa equipa dirigente. Assim se vê como Lisboa está entregue à máquina deplorável e execrável da mais atroz politiquice. Enfim...

Sim, estou de volta e com a língua mais afiada do que nunca. Touché!

1 comentário:

  1. Esses tipos da Nossa Senhora de Fátima são uma vergonha. A começar na Presidente e a acabar no tesoureiro.

    Vão ser corridos todos de lá. Chega de tacho.

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