sexta-feira, 13 de julho de 2012

Um Pensamento para Lisboa - Parte V

Como deve ser a política económica de Lisboa?

Lisboa tem potencialidades que são incomparáveis. Uma localização primorial entre o continente americano, no seu todo, e a Europa, tornando-se uma porta de entrada privilegiada. A receptividade dos turistas é notória e constante. No fundo, Lisboa é um "monstro" económica que necessita de ser revitalizado e acordado. A decisão que deve ser tomada deve obedecer a uma visão que determine qual é o caminho que Lisboa deve ter, em termos económicos: deverá ser uma cidade virada para o turismo? Deverá ser uma cidade virada para o comércio e para sedes de empresas? Deverá ser uma destas políticas ou todas elas juntas, numa simbiose dinâmica e constante?

Qualquer visão económica, quer local, quer nacional, deve partir da premissa que a liberdade individual precede o Estado, ou numa visão mais simplista (mas não necessariamente correcta...), uma autoridade central que determine as regras de convivência, que podem ser económicas. Isto leva-nos à primeira conclusão prévia: qualquer solução para a política económica de Lisboa deve reconhecer o primado da liberdade individual, o primado da iniciativa privada local como dinamizador, ou mesmo, catalisador da economia da cidade.

Lisboa tem um potencial turístico esmagador, mas esse potencial não pode ser desperdiçado através de más políticas que influem, directa e indirectamente, na forma como a cidade se mostra ao Mundo. Degradação do parque habitacional, inexistente política de museus, deficiente limpeza da cidade; you name it, a lista é infindável e apenas assim é, porque quem governa Lisboa tem o carimbo de "incompetência" estampado na testa. Lisboa deve explorar, de forma resoluta e inadiável, este potencial turístico que possui através de uma "lavagem de cara" da cidade, que não mascarando os seus problemas internos, possa conseguir dotar aos turistas de uma boa e inesquecível estadia. Mais turistas significa mais dinheiro para Lisboa e para a economia nacional, não se trata de uma visão municipalista; bem pelo contrário, trata-se de uma visão que protege e prossegue o bem-comum.

2 comentários:

  1. Excelente ponto de vista Pedro.

    Já por diversas vezes discuti o facto de Lisboa (no sentido lato, isto é, a zona metropolitana) ser das cidades do mundo com maior potencial do ponto de vista do turismo.

    Temos um rio fabuloso, temos mar, temos vários quilómetros de praias, temos serra (Sintra), temos história e cultura, temos campo à porta, etc. As opções são imensas e o potencial de exploração enorme! Além disso, quanto a mim, haverá que melhorar o porto de Lisboa de forma a acolher melhor os navios de cruzeiro e, não sabendo se esta opção é sequer viável, acho uma pena os navios de cruzeiro "estacionarem" em Alcântara, uma zona que fica longe, a pé, do centro e que não está muito bem servida de transportes. O ideal seria, quanto a mim, a zona de Santa Apolónia, já depois de desfrutarem da bela vista do Terreiro do Paço. São ideias!!!

    Porém, isso não invalida que se investisse noutras áreas. Porque não fazer da zona mais moderna da cidade (o Oriente) o nosso centro financeiro? E há muito mais que se poderá fazer!

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  2. Falcão,

    Pessoalmente, e digo esta opinião depois de ter estado lá, Lisboa tem tanto ou mais potencial do que Paris, Londres e Berlim. Em comum tem História, Monumentos evocativos de um período grandioso da nossa História nacional e que marcou, de forma indelével, a História Mundial. Portanto, o não aproveitamento destas potencialidades apenas se deve a uma razão: incompetência.

    Concordo contigo quando a política de turismo, especificamente, deve ser pensada para além de Lisboa, e enquadrada na ideia da Grande Lisboa. Isto é, tendo nós o rio que temos que proporciona uma paisagem inigualável, tendo nós um porto que podia ser expandido (concordando eu com a sua localização actual), tendo nós uma Baixa que é História pura em movimento perante os nossos olhos; penso, e creio, que seria possível alargar esta influência e incluir, como apontas bem, Sintra e as suas maravilhas naturais e humanas.

    Se o Oriente pode ser a nossa City? Absolutamente de acordo!! Deixarei isso para outro Pensamento para Lisboa, mas concordo em absoluto que é o espaço indicado.

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