segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um Pensamento para Lisboa - Parte IX




Lisboa é uma cidade desaproveitada, é uma cidade à beira de uma decadência fatal, é uma cidade com os vicios próprios de uma elite socialista que conduz à falência e que precisa de ser afastada, o mais depressa possível, para o bem de todos nós. Mas Lisboa também precisa de ser pensada, muito pensada, de forma profunda e constante.

Descoberto na contemporaneidade nacional, eis o mote para este nono pensamento sobre Lisboa, para Lisboa e por Lisboa. Como poderá Lisboa crescer?

P.S: para quem quiser compreender porque o "free market" é a ferramenta para um desenvolvimento próspero de uma Nação.

6 comentários:

  1. Oh Pedro Rodrigues, mas que presunção. Acha mesmo que Portugal é só Lisboa? Há mais vida para além de Lisboa sabia?

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  2. Caro Pedro,

    Bem dito! É verdade! A elite socialista (que de elite nada tem, nem mesmo com o caviar a que se arroga desde 1917, de que usa e abusa, não gostando mas obrigando-se a comer até gostar - é esse o mote) destruiu e continua a destruir Lisboa com aquela mentalidade pequeno-burguesa de sandálias e charuto.

    No demias, é de Lisboa que estamos a falar. E da capital da Nação. Que se saiba (até à data pelo menos nunca se viu nada na doutrina administrativa que o contrariasse) a capital desempenha um papel relevante na condução da política da Nação, sendo essa designação uma das suas respectivas subdivisões.

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  3. Caro RP,

    Não é qualquer tipo de presunção, é apenas e unicamente o cerne do blogue. Não é por acaso que o seu título é "Pensar Lisboa", logo, falamos unicamente sobre Lisboa. Se quiséssemos fazer um blogue sobre o País, então teria outro nome e outra linha editorial, v.g., outra carta ideológica.

    Caro José Pinto-Coelho,

    Para se ser da elite é preciso ter um conjunto de valores, um conjunto de ideais, e uma história que fale por si. O socialismo é a falsa "elite" que se arroga como o núcleo das soluções milagrosas mas que, na verdade, para além de, na sua maioria, serem jacobinos, apenas são vendedores da "banha da cobra" e de ilusões pérfidas, como seja, o mito falacioso da igualdade.

    No demais, Lisboa é Lisboa e, queiramos, quer não, é a cidade mais importante de Portugal. É aquela que concentra a "elite" (porque verdadeira elite não é) política e que deve servir de exemplo para o todo nacional. Não foi por acaso que foi a capital de um Império.

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  4. Caro Pedro Miguel S.M. Rodrigues,

    Dá-me náuseas (literalmente, não é metáforico) sequer pensar no conjunto de súcias que nem camponeses pobres de espírito (porque os ricos de espírito engrandecem a Nação, cultivando-a), como trotskistas de linha, querem desde sempre (embora não o afirmem expressamente, pois não seria politicamente correcto) o extermínio dos nobres e de toda a aristocracia. Pretendem com isso ser iguais.

    Esquecem-se que nunca terão os valores que lhes permitiriam ser realmente iguais. Essa corja que se acha iluminada, essa corja da "sociedade de pensamento" cujo objectivo fracassado é manter a Nação purificada dos seus inimigos (os que ou estão com eles ou estão contra eles), essa corja de cidadãos "iguais e virtuosos".

    É a gargalhada geral quando remontamos aos ideais desses jacobinos que ainda hoje se julgam "guardas da democracia", defensores da "virtude pelo terror" para purgar a sociedade e implantar a virtude, fazendo uso do terrorismo democrático. São os melhores amigos do conceito de republicanismo revolucionário em sede de política de terror, e melhores amigos de Robespierre, Danton, Saint-Just e Georges Couthon, entre outros que me abstenho de elencar sob pena de conspurcar este site.

    Por Lisboa, capital da Nação,

    JPC

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  5. Caro José Pinto-Coelho,

    Permita-me responder desta forma, que se segue, e, antes, conceder-lhe a minha vénia pelo seu elementar e intelegentíssimo comentário! O que me deixa com esperança, de que é possível ter uma discussão civilizada e ideológica neste País. E, desde já, peço-lhe desculpa pela possível extensão do comentário.

    Toda e qualquer ideologia que negue o pressuposto, inegável, de que a igualdade absoluta é uma utopia, um mito e um dogma, é uma ideologia condenada ao totalitarismo e ao fracasso. A ideia de "igualdade" que percorre a Civilização desde a Revolução Francesa é a maior das falácias. Não é possível existir igualdade quando a desigualdade é algo natural e biológico: é natural haver elites, é natural haver ricos e pobres, é natural que o número de ricos seja extremamente menor comparado aos pobres, é natural que exista diferenças. Como disse Aristóteles, e outros depois dele, o verdadeiro princípio de igualdade é tratar de forma desigual aquilo que é desigual (Nietzsche também o disse...). Como tal, qualquer pretensão de impôr a igualdade, quer por Lei, quer por regulamentação, é uma forma pura de totalitarismo. Saint-Simon, Marx, Proudhon, Trotsy, Lenine, Estaline: todos estes nomes significam totalitarismo. Ademais, e este é um ponto que se esquece, todas estas ideologias advogam, sem o dizer, a substituição de uma elite, por outra elite. Cria-se uma elite, mas não se usa esse nome, para que a ideologia não caia no ridículo.

    O jacobinismo, ou melhor, todos os nomes que citou (e se me permite acrescentar, Marat), foi uma forma de totalitarismo e, felizmente para os seus detractores, infelizmente para os seus defensores, colocou em prática as teorias de Rousseau. No fundo, esse "republicanismo revolucionário" é, tal e qual, uma forma de totalitarismo que procura a igualdade, mas que cria ainda mais desigualdade; procura a abolição das elites, mas cria novas elites.

    Portanto, meu caro JPC, por Lisboa e para Lisboa, aqui fica o meu pensamento. E a promessa de um copo caso o destino nos meta na mesma rua!

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