terça-feira, 10 de julho de 2012

Sabiam que o porta aviões da marinha espanhola esteve em Lisboa?


Juan Carlos I (L-61)


Este navio, um típico projecto para projecção estratégica, foi baptizado em homenagem ao rei da Espanha e tem como diferencial em relação aos navios do seu tipo e porte, a prioridade dada à sua ala aérea de combate. Assim é tanto que o convés recebeu, desde o início do projecto, uma rampa para descolagem de aeronaves de asa fixa (sky jump) a qual, inicialmente, foi usada por jactos de combate EAV-8B Matador (versão dos Harriers operado pela marinha espanhola) e pelos modernos caças F-35B Lightining II. O navio foi comissionado em Setembro de 2010, entrando em testes operacionais para avaliar suas capacidades. A incorporação deste navio na marinha espanhola trouxe um aumento significativo na sua capacidade de projecção estratégica, somado ao porta aviões Príncipe das Astúrias já em serviço há algum tempo.




Aqui fica a ficha técnica para os mais interessados:


Tipo: navio de projecção estratégica
Comissão: Setembro de 2010
Tripulação: 1441, dos quais 900 fuzileiros e 369 tripulantes, e 172 homens da ala aérea
Comprimento: 230,80 metros
Boca: 32 metros
Deslocação: 2079 toneladas (carregado)
Elevadores: 2
Propulsão: 1 turbina a gás General Electric GE 2500 cuja potência produzida será de 70000 hp, mais 2 motores a diesel
Velocidade máxima: 21,5 nós (cerca de 40 km/h)
Autonomia: 16670 km
Sensores: Radar tridimensional Indra Lanza-N com 470 km de alcance; Radar de navegação Indra Áries NAV, Radar de controle de tráfego aéreo Indra Áries PAR.
Armamento: 4 canhões antiaéreos MK-38 de 25, 4 metralhadoras pesadas M-2HB calibre .50, e um lançador vertical para mísseis ESSM e RAM
Aviação: 30 aeronaves que podem ver a composição modificada de acordo com a necessidade da missão. Podem ser transportados caças EAV-8B Matador, helicópteros NH-90, CH-47 Chinook e Sikorsky As King.

O porta aviões da marinha espanhola




Depois dos nossos submarinos se passearem no Tejo, estava ontem ao final do dia atracado no mesmo rio Tejo, na nossa cidade de Lisboa, um porta-aviões. A esta hora não sabemos se já levantou ferro. Sabemos apenas que hasteava bandeira Espanhola e como tal constatámos ser o navio “Juan Carlos I” (L-61), um porta-aviões com capacidade para transportar 900 soldados e respectivos equipamentos.

Folga-se em saber que com submarinos nacionais e porta aviões espanhóis devemos estar defesos na costa.

Com um comprimento de 230,82 metros e uma deslocação de 27079 toneladas quando totalmente carregado na configuração de navio de desembarque anfíbio, o “Juan Carlos I” é maior navio de guerra da marinha espanhola.

6 comentários:

  1. Caro Zé Pinto Coelho,

    Também reparei. Cheio de marinheiros com as famílias a passearem pelo Terreiro do Paço. Claro que o porta aviões teria que ser...de fora.

    Fica a ficha técnica. Muito interessante.

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    1. E quanto custa um brinquedo destes? Curiosidade...

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    2. È claro que tinha de ser de fora... Nós andamos a dar aviões agora a... Moçambique. Impressionante. E ainda mais impressionante é o Kitty Hawk (USA). Mas estamos a falar de outra dimensão...

      Obrigado!

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    3. Caro JFD,

      O investimento inicial foi de cerca de 360 milhões de euros.

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  2. Trabalho muito perto dessa zona. Eu fiquei maravilhada com a dimensão

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