terça-feira, 10 de julho de 2012

Devolver a Baixa aos Lisboetas

Lisboa é, de facto, uma cidade de encantos mil. Numa tarde sem programa, descomprometida, basta pegar em nós, passear pela Baixa e... observar. Se é verdade que encontramos edifícios lindíssimos, completamente arrebatadores, também não é menos verdade que são igualmente incontáveis os casos de prédios devolutos ou, pelo menos, em péssimo estado de conservação. Assim, porque todos gostaríamos de ter uma Lisboa mais "menina e moça", não podemos deixar de louvar a iniciativa camarária dedicada à recuperação de edifícios que foi hoje objecto de notícia do diário Público.


Porém, há muito mais que se poderá fazer sem que se veja na recuperação destes edifícios um "fardo" demasiado pesado em termos financeiros (desculpa recorrentemente utilizada para justificar a lentidão ou inexistência de resultados) mas antes uma fonte de rendimento para os cofres municipais. Exemplos: transformar prédios devolutos propriedade da CML em hostels ou mesmo hóteis, consoante as respectivas aptidões. E porque não aproveitar outros para transformá-los em parques de estacionamento em altura, aproveitando-se a fachada dos edifícios sem, portanto, se descaracterizar a nossa bela cidade. São apenas exemplos para reflectir... e agir!  

3 comentários:

  1. Caro Falcão,

    Excelente tema e ponto de vista. Lisboa tem e muitos casos de casas completamente abandonadas. Corria por aí até, que a CML nem sabia quantos prédios tinha...

    Os hostels são hoje uma opção muito interessante e importa também criar condições para habitação jovem. Trazer os jovens para os centros históricos. Familias até... que hoje preferem viver fora de Lisboa.

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    1. Caro Diogo,

      Agradeço o comentário. De facto, em nada me espanta se de facto a CML desconhecer a extensão do património de que é proprietária. Talvez isso ajude a explicar parte do cenário actual.

      No entanto, o ponto essencial que merece ser revisto na minha modesta opinião é a abordagem à questão... Ao invés de encararmos este problema como um sorvedouro de dinheiro, julgo que a CML deverá encontrar nele uma excelente fonte de receitas, procurando formas de rentabilizar (e honrar) os seu vasto e histórico património.

      Abraço

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  2. Excelente texto com relato em directo da triste mas verdadeira realidade. No nosso tempo estudámos o êxodo rural. Hoje a rapaziada mais nova deve estudar o êxodo urbano.

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