sábado, 21 de julho de 2012

As velhas negociatas...

As velhas negociatas voltaram...

Critica-se o poder económico e da banca que vende warants e futuros, como se tivessem a vender unicórnios, gambuzinos ou "pós de perlimpimpim", desvirtualizando toda a economia com activos inexistentes.
E anuncia-se hoje o Acordo entre o Estado Português e a CML, relativamente à propriedade dos terrenos do Aeroporto de Lisboa e do Centro Cultural de Belém.

A questão é a seguinte, se o Estado Português é dono dos terrenos públicos em Portugal e supostamente é dono das Câmaras Municipais de Portugal, independentemente das figuras que as liderem, porque raio vai pagar 286 milhões de euros e 6 milhões de Euros pela propriedade dos terrenos do Aeroporto e CCB, respectivamente? Se os mesmos estivessem em posse de privados tinha a sua lógica/razão, neste caso trata-se apenas de uma justificação para injectar capital Estatal e pertencente a TODO o País, na aquisição de algo que já é Nosso e de Todos...


Na mesma noticia indicam ainda que em compensação fica a CML Lisboa com a Parque Expo, tendo previstos custos de 6 milhões de euros/ano só na recolha de resíduos sólidos e manutenção de espaços públicos, ou seja, os terrenos do CCB ou os terrenos do Aeroporto durante 47 anos.
Olha-se para o imediato, quer fazer-se liquidez para se anunciar uma melhoria das contas e enforca-se o município a longo prazo, com custos fixos e receitas variáveis... Como diz o outro, as dividas não se pagam... gerem-se... Daqui a uns anos quem cá estiver que invente outras vendas para criar riqueza.

Isto numa empresa privada era considerado gestão danosa e causador de falência a médio prazo, no Estado não! Ninguém se importa se o Patrão tem lucro para manter as portas abertas, importa é em captar regalias, usufruir das mesmas e preparar o salto para uma boa empresa com um bom ordenado ou uma reforma choruda e o Povo é que paga!

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