terça-feira, 19 de junho de 2012

Palavras de Manuel Falcão

UMA CIDADE AO DEUS DARÁ  
 
Lisboa está suja, o lixo transborda. Lisboa cheira mal. A cidade é cada vez mais mal governada. Quem se senta nas cadeiras da Câmara Municipal tem uma agenda própria de ambição política que não passa por servir a cidade. O estado em que tudo está mostra isso mesmo.  
 
O que se tem passado na concessão dos espaços públicos é outro sinal da má forma como a cidade é gerida. A feira ao ar livre que o Continente montou no Terreiro do Paço, é um bom exemplo do desprezo pelos munícipes. Bem pode o vereador Sá Fernandes argumentar com a possibilidade da experiência de ver o campo no meio da cidade, que não consegue apagar as outras consequências da coisa.  
 
A ocupação comercial do Terreiro do Paço por uma campanha de marketing de uma cadeia de hipermercados poderá ser ótima para o marketing da empresa em causa, mas dificultou a vida a quem quer circular à beira-rio. Os habitantes da cidade, quem aqui vive e paga impostos, são sucessivamente submetidos a condicionamentos de trânsito que causam incómodos e condicionam os seus fins de semana.  
 
O comércio das zonas envolvidas nestas operações, sobretudo o que é afetado pelos condicionamentos de trânsito, sai prejudicado - agravando os problemas que já existem na conjuntura económica em que vivemos. No conforto dos munícipes e na proteção do comércio e restauração local e tradicional não pensam os responsáveis camarários.  
 
Resta o balanço das capacidade de mobilização do fim de semana: a CGTP juntou menos gente que Tony Carreira. O novo líder da central sindical tem uma grande falta de jeito na escolha dos dias das suas ações - arranja sempre um termo de comparação em que sai mal da fotografia.  
 
Quem se senta nas cadeiras da Câmara da Lisboa tem uma agenda própria da ambição política que não passa por servir a cidade  


Metro

2 comentários:

  1. falcão, larga o carro.

    Deviam era fechar a Av. Liberdado ao transito, para sempre, e manter apenas as faixas laterais em funcionamento.

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  2. Discordo. Este senhor deve pertençer à classe alta que gosta de andar de garagem em garagem passando de ambiente de luxo em ambiente de luxo e considera o resto "mato".

    A Baixa vai sofrer sim, uma radical transformação e polarização e vencer a hegemonia dos grandes centros comerciais. As pessoas vão assistir e viver no espaço urbano que lhes pertençe.

    As nova cidadania Europeia faz-se de integração de ambientes e de vontades. Tal como a experiência de outras cidades neste velho continente vem a mostrar; viver na Cidade renovada, compacta, inovadora e com a mobilidade multimodal pode ser uma experiência revitalizadora do ser humando.

    Isto não é trazer o campo para a cidade; é fazer cidade, tal como ela deve ser de acordo com os vários pontos de vistas integradores do pensar humano. Arquitectura, Urbanismo, Ambiente, Saúde, Sociológico.

    Isto não nasce do ar, claro que vai haver conflitos, mas estamoa a falar de entrar no século XXI ou de ficar na sepa torta?

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