terça-feira, 15 de maio de 2012

Será que a CML continua a esquecer-se que os cidadãos também sabem resolver problemas por si?

Segundo a edição de hoje do Público (Secção "Local", página 30), "Moradores exigem que seja aberta uma porta no muro do lado norte da estação de comboios, mas a Câmara e a REFER preferem alterar o trânsito e abrir outra porta. (...)".

Consta que os moradores, inseguros, propuseram uma solução, onde as juntas de freguesia em questão - Santa Engrácia e São Vicente de Fora - conseguem financiamento privado através do grupo Jerónimo Martins (com legítimo interesse, visto ter um Pingo Doce na estação de Santa Apolónia), cujo custo, segundo o autarca de Santa Engrácia, José Pires, é de "dez a 15 mil euros". 

A CML rejeita esta solução, passando a citar textualmente: "O Vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa responde sem rodeios: "O problema passou a existir precisamente a partir do momento em que o grupo Jerónimo Martins ofereceu para pagar a obra, para facilitar a ida das pessoas ao supermercado.". Segundo a notícia, a CML, juntamente com a REFER, propõe que se abra uma das portas "(...) que dão acesso pela Rua dos Caminhos de Ferro, o que implica a transformação desta artéria numa via de sentido único". Segundo Basílio Vieira, morador, a solução proposta pelos moradores não teria custos para a REFER, necessitando apenas da sua autorização, apoiando esta medida em Fevereiro de 2011, mas depois de chegar a acordo com a CML mudou de opinião.

Pois bem, este é mais um caso, triste, muito triste, em que a CML, revestida da sua suprema arrogância que detém o poder e não admite partilhá-lo, impede que os moradores, que os cidadãos, consigam arranjar uma solução que lhes resolva os problemas que todos os dias têm que enfrentar. Segundo o vereador, o problema não é a falta de segurança, mas sim o grupo Jerónimo Martins querer mais clientes no seu supermercado!! 
Se isto não fosse demasiado triste, até seria para rir. A CML, através do seu vereador, rejeita uma solução mais barata e que resolve os problemas da população, porque acha que uma empresa privada quer lucrar com a situação. Portanto, prefere a solução mais dispendiosa. Simplesmente degradante, pura incompetência e puro autismo. Haja paciência!! E quem mais sofre é o erário público e os moradores que nunca mais vêm o problema resolvido.... Enfim...

Adenda internacional: visão curiosa e interessante do problema grego de quem está pouco interessado na matéria, mas que pode perder muito com este poker absurdo...

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