quinta-feira, 3 de maio de 2012

E assim vai a incompetência na Câmara de Lisboa

Lido hoje no jornal Público, versão impressa, secção Local, página 31: "Cada lisboeta pagou 500 euros em impostos mas só recebeu obras municipais no valor de 80".

Afirma a reportagem que foram contas feitas pelo vereador do CDS/PP, António Carlos Monteiro, sendo a réplica socialista da vereadora das Finanças, Maria João Mendes, "É possível que assim tenha sido." (descontando a placidez com que se afirma isto...). A justificação prende-se, segundo a notícia, com "(...) a quebra nas despesas de investimento com a redução das receitas camarárias provenientes das taxas, por um lado, e com o fracasso da operação de vendas de terrenos, por outro, a ser desenvolvida através da criação de um fundo de invesstimento imobiliário.".

Afirma o PSD, pela voz  de Victor Gonçalves, que "A taxa de execução (...) foi de 31 por cento (...)", sendo "(...) uma das mais baixas que tenho conhecimento de alguma vez ter existido.". O mesmo vereador nota a facilidade de "(...) atribuição de subsídios a torto e a direito pela autarquia a entidades de merecimento duvidoso (...)", frisando que estes montantes distribuídos "(...) pela vereadora da Cultura são uma coisa astronómica.", algo que a vereadora das Finanças nega.

Adita o vereador do PCP, Ruben de Carvalho, que não há motivos que justifiquem a taxa de execução do Plano Plurianual de Investimentos ser de 27,6%, e o PIPARU (realmente, belo nome...) ser de 20%. Ademais, a vereadora das Finanças ainda argumenta que o executivo camarário teve que reduzir despesas, mantendo a educação como área prioritária. Pormenor interessante: como a não houve venda de terrenos, lá se manteve a despesa com o serviço da dívida. 


Conclusão disto tudo: andam os lisboetas a pagar impostos e taxas municipais, para depois se reparar que vamos continuar com buracos, e as finanças estarem num belo estado. Continua o regabofe, a incompetência e a má gestão em Lisboa, enfim, haja paciência.

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