sexta-feira, 6 de abril de 2012

Zé, o justiceiro de Lisboa

Recebemos este texto ontem à noite, que partilhamos no nosso espaço, por ser um tema de Lisboa e que diz respeito a todos:

"De há uns anos a esta parte, uma figura até então desconhecida da maioria dos lisboetas assumiu-se, sabe-se lá porquê, com uma espécie de justiceiro ao serviço dos interesses da cidade. Ninguém o incumbiu de tal missão e ninguém lhe reconhece esse mérito, mas José Sá Fernandes considera-se o defensor imaculado das causas públicas.

Uma coisa é certa, Sá Fernandes deve ser o cidadão que mais contribuiu para a dívida financeira da Câmara. 

Até ao momento, e só à conta de Sá Fernandes, já saíram dos cofres do Município seis milhões de euros, quando em 2004 interpôs uma providência cautelar contra a construção do Túnel do Marquês, cuja última saída para a Avenida António Augusto de Aguiar foi esta Quinta-feira inaugurada.

O “capricho” de Sá Fernandes saiu muito caro ao município e provocou inúmeros incómodos aos seus habitantes e a todos os automobilistas que se viram privados de poderem usufruir há mais tempo do Túnel do Marquês. 

Na altura, Sá Fernandes alegou erros nas condições de segurança e algumas falhas no projecto, argumentos que na verdade nunca se vieram a efectivar. Mas, partindo do princípio que qualquer cidadão tem legitimidade para poder ter as suas dúvidas, também Sá Fernandes as podia ter. A questão é que nunca privilegiou uma abordagem positiva, de contributo construtivo no interesse da cidade. Pelo contrário, Sá Fernandes optou pela via do confronto, recorrendo à via judicial, mediatizando o processo e ignorando as consequências negativas para o Município e para os cidadãos.  

Aliás, foi neste mesmo registo que Sá Fernandes, em 2005, voltou a vestir o seu fato de justiceiro para interpor uma outra acção contra o Município de Lisboa. Desta vez para anular a permuta dos terrenos camarários da antiga Feira Popular com os do Parque Mayer (pertencentes à Bragaparques), um negócio, relembre-se, que tinha sido aprovado na Assembleia Municipal por maioria.

Esta permuta foi reconhecida por quase todos como a melhor solução para os interesses da cidade, nomeadamente na recuperação do Parque Mayer, no entanto, a recente decisão do Tribunal Central Administrativo impôs a anulação de todo o negócio.

A Câmara arrisca-se a ter agora que devolver, pelo menos, 60 milhões de euros à Bragaparques, montante que esta empresa pagou ao Município pela compra de uma parcela de terreno em hasta pública no âmbito do negócio. 

António Costa, que desde 2007 tem que coabitar com Sá Fernandes na sua coligação, tem agora um grande problema em mãos e, mais uma vez, a cidade sai prejudicada por um capricho do justiceiro Zé.

Assinado: Um munícipe interessado por Lisboa"

7 comentários:

  1. Muito bom. Esse Zé daqui para fora. Anda a brincar com o nosso dinheiro. que vá de bicicleta para bem longe.

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    1. Aqui fica um post sobre os custos causados pelo Sr. Sá Fernandes. http://www.pensarlisboa.com/2012/04/custos-dos-embargos-ao-tunel-de-marques.htmlost

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  2. mandem esse tipo dar uma volta. Diz que pôs férias. que vergonha.

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    1. Aqui fica um post sobre os custos causados pelo Sr. Sá Fernandes. http://www.pensarlisboa.com/2012/04/custos-dos-embargos-ao-tunel-de-marques.htmlost

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  3. Em poucas palavras se diz o óbvio e evidente. Numa palavra: asqueroso. Todos aqueles que se dizem paladinos da verdade, da moral e da decência, são sempre aqueles que mais violam esses princípios fulcrais. Não é através da palavra, é sim através das acções. E as acções deste senhor, valha-nos Deus, o destino e todas as entidades supra divinas que possam haver.

    Lisboa respirará um ar muito melhor quando este senhor, um político acima de tudo, incompetente, voltar para o anonimato. E quanto mais cedo, melhor, para Lisboa e para os lisboetas

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  4. Mas meus caros andar de "bicla" é bom lol

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  5. Concordo aqui com o Jorge, andar de "bicla" é coisa boa. Aliás, acho que é a única coisa bem que o Zezinho poderá fazer, alguma vez, por Lisboa

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