terça-feira, 10 de abril de 2012

Rubrica: Lisboa aos olhos de António Manuel Ribeiro

Ontem foi dia de derby na cidade de Lisboa. Hoje, um dos ícones musicais, que canta uma música de um dos clubes lisboetas, vem Pensar Lisboa. Temos entre nós António Manuel Ribeiro dos UHF.

Pensar Lisboa - O que mais gosta na cidade de Lisboa?
António Manuel Ribeiro - Gosto da cor da cidade e das cores na cidade; dos cheiros dos bairros; da roupa a secar nas janelas; do cheiro intenso das sardinhas assadas no Verão; do Tejo que cheira a mar e do mar que beija o Tejo. Gosto.

Pensar Lisboa - O que menos gosta em Lisboa?
António Manuel Ribeiro - A disparidade arquitectónica que vai substituindo uma traça emblemática por vidro e aço ao quilo, subindo no ar do novo-riquismo. Em Paris, que visito amiúde, a história da cidade continua guardada e intocável na sua arquitectura secular.

Pensar Lisboa - O que mudava em Lisboa?
António Manuel Ribeiro - Esse novo-riquismo arquitectónico foleiro. Quem quiser comparar a modernice de Lisboa com Nova Iorque está sempre a gozar com a prima anã.

Pensar Lisboa - O que recomendaria a um turista em Lisboa?
António Manuel Ribeiro - Que partisse do Tejo e subisse até ao castelo, passasse por Alfama, o Chiado e o Bairro Alto, visitasse os Jerónimos e a Sé, o CCB e um par de museus que guardam a nossa história.

Pensar Lisboa - Com que cor identifica Lisboa?
António Manuel Ribeiro - Lisboa é clara como as pétalas brancas das margaridas, laranja viva do Sol que vem sobre o mar da palha, tem céu azul e verde rio, é uma paleta gostosamente esbatida de artista e arco-íris.

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