segunda-feira, 12 de março de 2012

Rubrica: Lisboa aos olhos de JFD

E mais uma semana se inicia e o Pensar Lisboa abre a semana com uma visão...interna. Sim, hoje temos o nosso Pensador JFD a dar a sua visão da cidade de Lisboa. As respostas do nosso irreverente Bloguista.

Pensar Lisboa - O que mais gosta na cidade de Lisboa?
Gosto da luz. Gosto de chegar ao aeroporto. Gosto de chegar ao km 0 da A1, A2, A8 e A5. Gosto do perfil. Gosto de descer a Rua do Alecrim, espreitar a Bica, passear na Cerca Moura, sentir o rio pela Expo e passar o dia de trabalho de estação de metro em estação de metro pelos diferentes locais de trabalho. Gosto de Belém, gosto do Monsanto, gosto da vista da casa dos meus pais, gosto da noite do Rock in Rio e da Moda Lisboa. Gosto da vida que por ela pulsa e gosto de ver os turistas admirados com a sua beleza.

Pensar Lisboa - O que menos gosta em Lisboa?
Não gosto das ruas sujas, dos prédios vazios e maltratados. Não gosto dos arrumadores de carros, não gosto dos vendedores ilegais, não gosto da sensação de falta de segurança, não gosto dos cheiros que não lhe pertencem. Não gosto do centro vazio pela noite, não gosto da falta de estacionamento. Não gosto da complacência para com quem estaciona mal e em segunda fila. Não gosto dos esgotos entupidos, do trânsito das sextas-feiras nem do caos nas zonas baixas quando chove. Não gosto dos alfacinhas que não a tratam bem e muito menos de quem para cá vem trabalhar e nenhum respeito tem pela cidade de acolhimento. Não gosto de turistas sujos e porcos.

Pensar Lisboa - O que mudava em Lisboa?
O seu executivo. Responsabilizava mais os alfacinhas pelo cuidado da sua cidade. Terminava com a recolha diária de lixo para consciencializar mais as pessoas. Colocava portagens à entrada da cidade. Duplicava as tarifas da Emel. Aumentava as faixas BUS. Já tinha Metro em Belém passando por Santos, Infante Santos e Alcântara. Tinha uma carreira nocturna grátis para a party people. Melhorava os terminais e paragens dos transportes. Criava programas de voluntariado para cuidar de partes da cidade e concessionava mais zonas a patrocinadores.
Teria uma Policia Municipal eficaz e eficiência e com zero de tolerância para prevaricadores, principalmente automobilistas, peões, senhorios e inquilinos em infracção. 

Pensar Lisboa - O que recomendaria a um turista em Lisboa?
Que seja amigo de um Alfacinha para que este lhe mostre a cidade pelos seus olhos. Que a visite num fim-de-semana, mas também durante a semana. Que vá de metro, de autocarro, que passeie no E15 e no E28. Que não falhe os Jardins, os Monumentos nem o CCB. Tanta coisa para fazer...

Pensar Lisboa - Com que cor identifica Lisboa?
Azul!

Pensar Lisboa - Numa palavra, Lisboa é...?
Saudade.

1 comentário:

  1. Gostei, Jorge.

    Só ñ gostei das tarifas da EMEL.

    Mas gostei muito das tarifas à entrada, excepto para estrangeiros, taxistas, fornecedores do comércio tradicional, e pouco mais..

    Qto à carreira nocturna "night free bus" tenho-te a dizer q já existiu, pela Carris, e eu até cheguei a utilizar.

    Gosto da Luz em Lisboa, de facto circula impecavelmente por todas as ruas.

    Defino Lisboa Azul só da Cordoaria para Oeste, sendo Belém e Restelo o expoente máx de azul.

    Defino a Lisboa a leste da Cordoaria como q 1 pouco mais "cinzenta", embora a cor q se adequa, simbolicamente, é o amarelo (de uma boa parte dos edifícios - q de facto simboliza sol - Lisboa capital do sol).

    Odeio definir Lisboa com a palavra Saudade, prefiro muito mais as palavras Globalização, Cosmopolitismo; ou a expressão Expansão Geográfica; ou até a definição de "Cais da Globalização e do Modernismo".

    Assim como entendo q o fado não deve ser 1 coisa fechada ou triste, mas sim 1 resultado da nossa experiência mundializadora, mesmo q mantendo a componente trágica de 1 império "desfeito" e o fatalismo de algumas vidas menos "alegres".
    Mas o fado tbém canta alegria, diversão, amor, romance, paixão, sedução, ..
    Nem sequer entendo o Fado como a síntese de toda a nossa música nacional. O folclore tbem importa, assim como alguma música erudita.

    Nem mesmo penso o Fado como exclusivo de Lisboa. Coimbra tbem tem fado, as montanhas tbem, o Ribatejo, o Alentejo, os "Nortenhos", ..
    Mas, repito, isto ñ faz do Fado ou do "Pimba" valores máximos da canção nacional. (Desculpem a comparação, sem ofensa para ambos)

    Só fiz este desvio de tema, pq me irrita q ao pensar Lisboa a palavra saudade ou até a palavra fado venham a reboque tantas vezes nas bocas dos cidadãos e nas frases da imprensa.

    Mas, pronto, eu não sou 1 ditador nem sou a favor da ditadura.
    Mas ainda assim me agonio com esta formatação à qual as mentes Lisboetas (e não só) sempre foram submetidas ao longo dos tempos.
    Ou será q isto pode e deve ter 1 benéfica componente educativa e formativa:
    -o país dos 3 F ;
    -o fatalismo, a inevitabilidade, a ruína do império ;
    - a saudade do q já não volta ;
    - o país dos bons trabalhadores e dos maus gestores ;
    - o país em q os bons emigraram...

    Mas, enfim, aqui só estamos a pensar Lisboa.

    Por isso deixem-me confessar q ñ resisto a concordar com muitas das soluções que JFD apresenta para a cidade, principalmente no q concerne à limpeza das ruas e qualificação do património edificado.

    E também confesso q adoro a rua Garrett, todo o Chiado; mas tbém o corredor imaginário, fascinante e misterioso q passa pelas Ruas Augusta - Rossio - Portas Sto Antão - S. José - Sta Marta - S. Sebastião da Pedreira. (porquê tantos nomes, se a rua é a mesma ??)

    Recomendo esta caminhada, a Lisboetas e visitantes. E, se conseguirem, prolonguem até à Alameda das Linhas de Torres ou à Calçada de Carriche.
    Basta seguir 1 das linhas imaginárias na bifurcação composta pelas ruas Nicolau Bettencourt e Marquês de Sá da Bandeira.
    Irão confirmar que existem consideráveis barreiras urbanísticas à caminhada.
    Quase 1 labirinto (aruamentos de estilo árabe).
    Faltaram sempre à cidade 1 eixo rodoviário e outro pedonal, paralelos entre si e completos, q percorram desde sul a norte.
    O mesmo afirmo para o percurso oeste-este, desde o nó da Buraca até à aclamada futura ponte do TGV ou Poço do Bispo.
    Para pensar Lisboa é imprescindível fazer muitos percursos a pé.
    Atrevam-se, a missão é 1 misto de difícil e agradável. E provoca 1 chuva de soluções..

    Aproveitem para visitar tudo o q suscitar interesse, pelo caminho.
    Bebam muita água, e experimentem a boa doçaria.

    Mário Araújo.

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