terça-feira, 27 de março de 2012

Reflexão eleitoralista: o candidato "perfeito" para 2013

Nos últimos dias, este humilde e estimado espaço de reflexão lisboeta tem-se prestado à análise de possíveis candidatos às próximas eleições autárquicas. Reflexões que podem ser lidas a norte, a este, a sul e a oeste. Por enquanto, ainda são quatro pontos cardeais, mas seguramente facilmente se encontrarão os seguintes para completar o espectro possível. Mas, nesta pequena reflexão, venho propôr algo diferente, uma visão diferente, uma perspectiva que não se coaduna com as que aqui, e muitíssimo bem, já foram abordadas. Quem reparar no título desta "postada", reparará que eu não sou muito fã de música pimba e que tentar saber quem será o pai da criança, não é algo que atraia o meu pensamento. Mas a pergunta é lógica: mas quem será?

É do meu profundo convencimento que o candidato "perfeito", e "perfeito" porque a perfeição é quimérica e inantingível, por mais que se busque, será alguém com uma educação e um perfil distinto dos demais. Alguém que coloque a honra, a dignidade, o respeito, a educação, a humildade, a sinceridade e o apego pela causa pública à frente dos seus interesses privados. Alguém que respeite o decoro e que considere a corrupção como uma aberração dejecta da sociedade. Alguém que prime pela moralidade e pela rectidão dos valores, defendendo uma sociedade livre do espartilho do poder central, que tudo oprime e tudo quer regulamentar. Alguém que defenda a tradição e o conservadorismo - não retrógrado - mas sim ciente de que a cultura é um processo longo, muito longo, de gerações de consolidação, ou até, de modificação de tradições e costumes. Alguém que entenda a Política como a mais nobre arte de servir a comunidade, que não vê a Política como uma missão em prol do colectivo, que saiba que o Poder é algo limitado, quer no seu exercício, quer no tempo em que se detém. Alguém que constitua um exemplo para a restante classe política, que não venha da política, mas que faça Política porque provém da comunidade e entende como ela funciona, nos seus meandros mais profundos.

Alguém que não use a oratória para ludibriar a comunidade. Alguém que não use a palavra como instrumento de manipulação da Democracia, que não use a palavra para argumentos falaciosos e demagógicos. Alguém que não usa a palavra para introduzir temas de forma a potenciar a sua visão pessoal de exercício do poder, exarcebando a sua função como governante. Não deve ser alguém como este:


Mas sim, deve ser alguém que reúna todas as qualidades que acima enumerei. Deste modo, proponho que o candidato às eleições autárquicas de Lisboa em 2013 seja:


Para mais informações sobre este putativo candidato, é favor informar-se junto do seu site de candidatura que pode ser encontrado aqui. Ou se preferir numa versão mais rejuvenescida, por favor, informe-se junto deste posto de informação. Por Lisboa, pelos lisboetas, pelo país!

2 comentários:

  1. Muito obrigado pelas tuas estimáveis, gentis e breves palavras!

    Mas eu tenho este singelo comentário a fazer, ao teu comentário: tantas, tantas horas passas tu a ouvir o "cacique" que faço por este putativo candidato a Lisboa, e a única coisa que consegues dizer é um ordinário "Muitos parabéns! Excelente post!"

    Pelos vistos, não aprendeste pévia do que te tenho andando a ensinar, realmente, és cá um artista português pensante, arre...

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