domingo, 18 de março de 2012

Outra vez a Reabilitação Urbana (ou a sua falta)


Já antes o PENSAR LISBOA tinha reflectido sobre o grave problema da reabilitação urbana em Lisboa (por exemplo: http://www.pensarlisboa.com/2011/12/santana-prefere-agir-costa-esperar.html).

Nesta senda, aconselho a leitura da entrevista do Vereador Pedro Santana Lopes ao Expresso (17-03-2012).

Para além dos destaques que o jornal confere a diversas declarações do actual Provedor da Misericórdia de Lisboa, chamo a atenção para as respostas a três perguntas da entrevistadora:

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P: É a vantagem de ter mais dinheiro do que as câmaras têm.
R: Mas também é vontade. A Câmara Municipal de Lisboa entende que não deve reabilitar edifícios privados, nem fazer obras coercivas. Eu, aqui, vou tentar superar as dificuldades, desafiar privados a juntarem-se em fundos de investimento ou fazer uma política de mobilização de vontades. Nós temos prédios por toda a cidade, com licenças de reabilitação paradas desde 2007, está gasto o dinheiro nos projectos, é um desperdício.

P: Tem sorte. Este deve ser dos poucos sítios que fala em investir com a economia parada.
R: Volto à vontade. A anterior administração preferiu comprar um prédio na Avenida José Malhoa para transferir os serviços: entre os preços de custo e obras seriam mais de 40 milhões de euros. Eu prefiro não fazer as obras nem transferir os serviços e investir esses 10,5 milhões na reabilitação de edifícios. Há uma obrigação da Santa Casa de dizer à cidade e ao país que é possível agir, ter esperança e trabalhar. Temos muitos T0, T1 e T2 que são importantes para trazer população mais jovem.

P: Como avalia a obra de António Costa?
R: Acho que ele encontrou uma altura difícil e procuro compreender as razões para tão pouca acção. Mas ele também teve muitos financiamentos e aí tenho incapacidade para compreender alguma inércia.
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É verdade: falta vontade e sobra inércia ao executivo presidido por António Costa para resolver o grave problema da reabilitação urbana. Entretanto, o tempo vai passando, os prédios estão cada vez mais degradados e Lisboa vai perdendo gente. Até quando?

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