segunda-feira, 5 de março de 2012

60 motoristas da CML exigem 2,3 M€

Cerca de 60 motoristas e ex-motoristas da CM Lisboa, colocaram a autarquia em tribunal exigindo o pagamento de horas extraordinárias. Horas essas que dizem ter feito e não terem sido pagas, desde os tempos de Kruz Abecasis como presidente.

O grupo de actuais e antigos motoristas falam de uma dívida da CM Lisboa para com eles na ordem dos 2,3 M€ (!!) e argumentam: "Muitas vezes trabalhávamos 15 horas e mais por dia, mas a câmara não pagava nada depois das 8 da noite".

A CM Lisboa defende-se dizendo que só pagava horas extraordinárias até ao máximo previsto na lei: 60% da remuneração do trabalhador, e que o processo é nulo porque, mesmo que houvesse dívidas, elas já teriam prescrito (prescreve 3 anos depois).

O presidente do Sindicato Trabalhadores Município de Lisboa, Delfino Serra, diz que há jurisprudência para a não prescrição das dívidas de horas extraordinárias e que a CM Lisboa assumiu um compromisso de nome "horas feitas, horas pagas".

Este será um mais um caso de complicada resolução, que se vai arrastar nos tribunais, entupindo ainda mais o sistema de justiça. Uma questão se coloca: porquê exigirem agora, numa altura de aperto financeiro, horas extraordinárias com mais de 30 anos?

A resposta é simples... a confusão na CM Lisboa é tal, e a CM Lisboa está tão exânime, que as pessoas já "perderam o medo e o respeito" e todos estão a aproximar-se da "presa moribunda" para conseguir "comer" um bocado.

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