quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Entre coragem e facilitismo...

Estamos numa altura em que tudo é colocado em causa. Não vou entrar pela teoria de que era preciso a Troika ficar uns bons anos para as reformas acontecerem. Porém, se existe uma janela de oportunidade para avançar com reformas que sejam Reformas a sério.

Sabemos que o mapa de freguesias irá alterar em Lisboa. Entre as muitas propostas, chegou-se a uma redução significativa.

Gostos à parte, é essencial garantir que esta reforma tem alguma lógica e impacto. Ora, a questão do Parque das Nações surge aqui como uma medida de fundo. Uma zona como o Parque das Nações tem uma vida própria e uma cultura diferente de Santa Maria dos Olivais e Moscavide. Não digo melhor ou pior, mas diferente. Esta distinção surge em decisões do dia-a-dia.

Ora, o surgimento de uma freguesia Parque das Nações, faz todo o sentido. Tal como faria uma Freguesia de Telheiras. São dinâmicas próprias que merecem ser enquadradas com uma gestão própria.

Mas esta reforma não pode ficar "coxa". Uma freguesia Parque das Nações faz sentido com a inclusão de toda a área do Parque das Nações, ainda para mais com a extinção da Empresa Parque Expo. Neste caso, compreendo a posição de Loures. Perder uma parte significativa do seu território, receitas seguras, mas é preciso pensar no bem comum e menos no umbigo. Fará algum sentido de um lado uma gestão de uma freguesia e do outro lado da rua, prédios e zonas iguais com outra orientação? Não creio. Espero que se chegue à conclusão do bem comum. É a diferença entre a coragem e o facilitismo. Que ganhe a coragem que este País bem precisa!

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