sábado, 4 de fevereiro de 2012

Eis como o fino humor alegra os mais cansados dos espíritos

Pensar Lisboa não é só carpir mágoas pelo desastre da governação socialista, é também conseguir desanuviar a mente para libertar as amarras do politicamente correcto, para ganhar força intelectual para voltar a criticar com uma maior veemência subtil e gentil.

Seguindo esta ideia fundamental, ide caro leitor, ide ler esta peça jornalística de valor inegável. Passe um bom resto de Sábado e fim-de-semana, na companhia literária, deste pequeno excerto:

"O que mais me interessa na actividade de fazer rir as pessoas não é o que eu lhes dou, é o que elas me dão a mim. Repare que continuo a não encontrar virtudes para contrapor à degradação moral que vai sugerindo. Pelo contrário, vou descobrindo mais falhas, e ocorre-me outra ainda: a ignorância. Eu não sabia que um humorista era obrigado a fazer humor político na televisão. Pensava que podia falar sobre o que lhe apetecesse, onde lhe apetecesse. Que, se eu quisesse falar de política na “Visão” e na TSF, podia fazê-lo, mas que também podia falar sobre outra coisa qualquer. E que, se não quisesse fazer televisão, também tinha essa liberdade. Percebo agora que a única comédia digna desse nome é o humor político televisivo. Tudo o resto é desistência e rendição. Faz falta uma vanguarda humorística que me oriente."


E um bom fim-de-semana aos nossos estimados e caríssimos leitores.
Bem hajam

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