terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Graffiti: Arte ou Vandalismo?

Pode ver-se, há poucos dias, um graffiti gigante numa parede nas traseiras da Avenida da Liberdade. Trata-se de uma obra do graffiter espanhol Aryz. Foi promovido por uma galeria ligada à arte urbana, autorizado pelo proprietário do prédio, e teve o apoio da CM Lisboa.

Este tipo de graffiti gigante é algo que tem vindo a ser muito utilizado em várias cidades europeias. Em Lisboa temos vários, nomeadamente na Av. Fontes Pereira de Melo. Mas é pura arte? Ou é apenas um truque para "esconder" os prédios devolutos das cidades?



O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, voz autorizada na matéria, diz que o prédio "Tem um aspecto de degradação muito feio que o graffiti não resolveu".

Os graffitis serão então bons ou maus? a lei actual é ou não adequada? deverão ter locais próprios ou poderão ser feitos em qualquer lado? é arte ou vandalismo? merece ser apoiado ou criminalizado?

Como sempre, a resposta a estas questões deverá estar no meio-termo, no equilíbrio, no bom senso. Mas mesmo esses, não diferem de pessoa para pessoa? O que fazer?

2 comentários:

  1. Luís. Excelente tema! E excelente lembrança.

    Miguel Sousa Tavares pede desculpa a Gonçalo Ribeiro Telles, na edição do Expresso. E referes e bem. É voz autorizada, porém pouco escutada!

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  2. Miguel Sousa Tavares? Sobre este tema? Não li... o que diz ele?

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