segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Visita ao Bairro de Calvanas

Este fim-de-semana tão forte em tradições lisboetas, como o futebol e o fado, o Pensar Lisboa também quis voltar a sair das modernices das redes sociais e sentir o espírito alfacinha.

Continuamos na nossa missão: Pensar Lisboa. Em Lisboa, com os lisboetas, os problemas reais de quem sente esta cidade. Este sábado fomos até ao Bairro de Calvanas. Sabe onde fica? Ali para os lados do Lumiar e Musgueira. Meio perdido na Alta de Lisboa. E que extraordinária recepção tivemos.

A receber-nos estava o Sr. Meirelles. Presidente da Associação de Moradores e um conversador nato. Que riqueza foi a nossa conversa. Calorosa, sincera e sobretudo valiosa com os conhecimentos que possui da nossa cidade e das nossas instituições.

Visitámos a Associação. 400 metros quadrados, de muito trabalho e muita entrega. Um local de fazer inveja a muitos clubes e associações mais sonantes da sociedade lisboeta. Num bairro com a faixa etária a rondar os 60 anos, vimos o trabalho em prol dos moradores. A harmonia do Bairro, a segurança de uma vivência com respeito. As actividades não falta por lá. Um bar/restaurante muito caloroso, as actividades espalhadas na parede para todos: desde feira de artesanato, a aulas de informática através de voluntários do Barclays, passando pelo famoso transporte C3 em movimento. O apoio que esta Associação dá aos seus sócios é notório.

O Sr. Meirelles proporcionou-nos uma tarde muito interessante. Com o exemplo que tenta incutir nos mais novos, com a tentativa de captar jovens para as actividades da Associação. Com a forma acérrima com que defende o Bairro de Calvanas, muitas vezes esquecido e mal tratado por alguns executivos da Câmara.

Finalizámos a tarde com a visita às casas construídas para os moradores, muitos deles retornados de África. Uma obra construída com muitos apoios de fora, pelos moradores. Levou-nos a conhecer o seu espaço e ficámos com a sensação de que fazem falta mais Senhores Meirelles nesta cidade!

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