terça-feira, 29 de novembro de 2011

Transportes públicos

Sou assíduo nos electricos, autocarros e metro de Lisboa. E julgo estar muito bem servido. Aliás escrevo este post ao final do dia desde a carreira 18 cuja morte anunciada se aguarda a cada mês que passa. É uma rede suficiente para as minhas necessidades. Não será totalmente para muitos mais, mas cada vez mais acredito que apenas uma forte e sustentada procura poderá justificar uma oferta de algo que, pela sua nstureza, não será necessariamente apelativo do ponto de vista do negócio. Ou seja, tal como um músculo não exercitado definha, a nossa rede pública vai perdendo as suas extensibilidades menos utilizadas, especialmente em tempos de crise e contenção financeira.
Tenho para mim que parte da solução passará exactamente por taxar quem vem de carro para a cidade, por criar um título único de transporte - transparente; justo; socialmente ajustado e de fácil utilização, pela actualização séria das indminizações compensatórias e pela adopção de leis orientadas para os resultados neste sector - penalização efectiva e repressiva de transgressores quer do lado da oferta como da procura.
As greves são utupias de corporativismos remanescentes de direitos que já não fazem sentido, a quem os deveres referentes às missões das empresas estão em segunda ou terceira linha.
E termino na linha verde do Metro. São vinte e qualquer coisa, vem meio vazio. Olho para fora e a segunda circular cheia.

2 comentários:

  1. Realmente a maior parte dos carros dentro da cidade poderiam ser evitados se as pessoas que moram na cidade se deixassem de comodismos. No entanto, parece-me que de certa forma já existem formas de taxar quem anda na cidade de carro, principalmente com os parquímetros e parques de estacionamento caríssimos, já para não falar de quem vem da margem sul, pagar a ponte parece-me suficiente.
    Claro que uma cidade com menos carros ganha bastante qualidade de vida, mas também temos de ver que muitos desses carros vêm da própria cidade e não de fora. E mais, a partir de determinado hora as alternativas de regresso para quem trabalha por turnos, ou gosta de descontrair ao fim-de-semana e vir até à cidade beber um copo, são quase nulas, e por vezes muito perigosas.

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  2. Bem como digo no post, sinto que terá de ser a procura a estimular a oferta.
    Se todos saem de noite de carro, se todos andam na cidade de carro, para quê mais transportes? Ainda por cima em cenário de crise?

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