terça-feira, 15 de novembro de 2011

Rubrica: Lisboa aos olhos de Pedro Marques Lopes


Hoje não é dia de Eixo do Mal, não! Hoje é dia de Eixo de Lisboa e temos a honra de ter na nossa rubrica Pedro Marques Lopes a quem enviamos um agradecimento por participar no Pensar Lisboa.
Pensar Lisboa - O que mais gosta na cidade de Lisboa?
Da luz; do Fado; de sardinhas no largo de Santo António em Alfama; do eléctrico 28; de beber café no Príncipe Real num dia de sol; de andar de copo na mão no Bairro Alto; de me sentar nas escadinhas do Duque; das Vilas da Graça; das marisqueiras da Almirante Reis e de Alcântara; das festas populares nos clubes de bairro; da gente do centro comercial da Mouraria (não daquele mamarracho) e do som daquelas línguas todas. E de Campolide, e de Alvalade, e do Campo Grande, e da Lapa, e da Estrela, e de São Bento, e do Rato, e da Baixa, e de cada bairro, de cada rua, de cada beco, de cada avenida. Mas, sobretudo da capacidade dela resistir a todas as malvadezas, a todas os atentados à sua beleza, a toda a ignorância, e mesmo assim ser a mais bela das descalças e leves raparigas (não há como um imigrante como o Eugénio de Andrade para a descrever).

Pensar Lisboa - O que menos gosta em Lisboa?
Pedro Marques Lopes - De quem não gosta de Lisboa, de quem teimosamente lhe quer tirar a beleza.

Pensar Lisboa - O que mudava em Lisboa?
Pedro Marques Lopes - Tirava-lhe o comboio para Cascais que a separa do rio.

Pensar Lisboa - O que recomendaria a um turista em Lisboa?
Pedro Marques Lopes - Que se a amar como eu a amo venha para cá viver.

Pensar Lisboa - Com que cor identifica Lisboa?
Pedro Marques Lopes - O Tanner tem razão, é branca.

Pensar Lisboa - Numa palavra, Lisboa é...?
Pedro Marques Lopes - Uma rapariga descalça e leve.

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