segunda-feira, 21 de novembro de 2011

De imposto em imposto...

A gestão rigorosa das finanças da CML, que António Costa prometeu, deriva num apetite voraz por mais dinheiro. (vale a pena ler o Ricardo Vicente)

António Costa vem pedir um imposto sobre a venda de combustível para subsidiar as empresas públicas de transporte. Percebo a preocupação do autarca com a saúde financeira das empresas de transporte público, fundamentais à cidade, e concordo com o seu pedido de maior coordenação dos transportes ao nível metropolitano bem como a necessidade de maior cooperação com as autarquias. 

António Costa comprometeu-se com os lisboetas a sanear financeiramente a CML. Porém, de cada vez que António Costa faz um balanço da sua governação, fico com a sensação de que se tem limitado a passar por entre os pingos da chuva. Falta-lhe coragem para resolver o principal problema da autarquia que absorve grande parte dos seus recursos: o excesso de trabalhadores. Essa falta de coragem levará ao sacrifício, no próximo ano, dos apoios à actividade cultural (imagine-se o que se gritaria se o executivo fosse de direita!). Ora, juntando ao anúncio de corte na limpeza do espaço público, o ano que vem promete transformar Lisboa numa capital de 3º mundo. 

A cada dia que passa, cresce o meu receio de que António Costa está a destruir a cidade.

1 comentário:

  1. Eu sinceramente não percebo "essa" preocupação com a saúde financeira dos transportes públicos! Isso não é preocupação, isso não é ajudar as populações, nem ajudar à sustentabilidade e eficiência destes transportes que tanto precisam nestes dias! Os transportes têm que se tornam autónomos urgentemente, não podem viver à conta, um pouco à imagem de grande parte do País!

    Assim, com amigos destes, nem precisamos de inimigos!

    ResponderEliminar