sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mais uma vergonha em Lisboa ( já com barbas !)

"Como é que alguns fazem em Lisboa o que mais ninguém pode", é o título dum artigo publicado no Jornal Público. Este artigo, conta uma longa história de aprovações ( e confusões), aquando do mandato de Jorge Sampaio e João Soares, dum processo urbanístico, relativamente "a uma quinta que se chamava Mata dos Sabugosas e que se tinha chamado Quinta Cesária e que ocupava quase três hectares não longe do centro de Lisboa. Ficava entre Alcântara e a Tapada da Ajuda, numa zona que nos anos de 1960 levou com a então chamada Ponte Salazar em cima. Pertencia à família dos condes de Sabugosa e num dos extremos, junto à Rua 1º de Maio, tinha um palácio com quatro séculos, um amplo jardim formal e um pomar".

Ora não quando, contra alguns pareceres de técnicos, nasceu neste local um belo empreendimento habitacional de luxo.

Sem palavras perante mais um caso ( como tantos outros ocorrem, infelizmente), transcrevo só mais umas frases constantes do artigo jornalístico: 

"Os nomes desta históriaPara lá de Pereira Coutinho, o empresário que uma vez levou Durão Barroso a passar férias numa ilha de que é proprietário e cujo nome nunca aparece no processo, esta história tem um protagonista essencial. Trata-se de alguém que só raramente aparece a assinar um documento ou outro, embora tenha também participado em reuniões na DPE da câmara, então dirigida por António Fonseca Ferreira - o braço direito de Jorge Sampaio na elaboração do PDM.

Chama-se José Manuel de Sousa, ocupou lugares dirigentes nos serviços da Câmara de Lisboa até 1990, altura em que assumiu a presidência do conselho de administração da GEF. Dois anos depois deixou o grupo de Vasco Pereira Coutinho e foi nomeado por Sampaio para o cargo de presidente da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL)".

Nem a GEF nem a câmara quiseram comentar ou prestar qualquer esclarecimento sobre este processo. A autarquia, a quem as primeiras perguntas escritas foram dirigidas em 12 de Agosto, limitou-se a informar, através da assessora de imprensa Luísa Botinas: "A câmara não comenta" e "a câmara não é obrigada a responder".

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