sábado, 1 de outubro de 2011

As portas de entrada de Lisboa

Na senda do último post volto a falar sobre estações de comboios em Lisboa. Note-se que Santa Apolónia e Oriente são seguramente as duas estações mais movimentadas do país. A elas, acorrem pessoas com todas as origens e destinos, usando comboio, metro, autocarro, táxi ou barco.

Pode dizer-se que uma grande parte dessas pessoas são de origem estrangeira. Santa Apolónia e Oriente são sem dúvida duas das grandes portas de entrada na capital. Alguns dizem que a primeira impressão é a que fica. E se assim for, com que impressão de Lisboa ficarão os turistas?

Todos os dias entro e saio de Santa Apolónia e Oriente, e o que vejo é trágico. Estas duas estações têm mais indigentes por m2 do que o Rossio. Na sua maioria são toxicodependentes. Juntos em pequenos grupos, ou sozinhos, passam o dia a "armar o cão" (como se diz lá no Norte).

Além do mais, como são desprovidos de qualquer sentido de civismo, educação ou bom senso, fazem da estação o seu quarto, a sua sala de jantar/estar ou o seu WC. É completamente insuportável o cheiro a urina (e sabe-se lá mais o quê) que se sente nas imediações das estações.

Não quero que os enxotem ou expulsem (como por vezes vejo os seguranças do grupo privado contratado pela Refer fazerem). Preferia que as autoridades competentes arranjassem forma de os tirar dali. Mas não era tirar e por noutro local. Era tentar dar-lhes um rumo na vida.

Como fazer? O que fazer? Quando fazer? Não sei, só pensando sobre o assunto e analisando opções é que poderia dar uma sugestão. Mas não duvido que coisas semelhantes já foram feitas noutras cidades. Lembro-me de repente que Rui Rio tentou algo no Porto...

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