quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Uma ideia tirada do baú: porque não Lisboa seguir o exemplo de Milão?

Pensar Lisboa deve ser um pensamento universitário, um pensamento livre, um pensamento que visa novas soluções para velhos problemas. Não estamos perante um velho problema, não estamos perante uma questão inócua, estamos sim perante uma questão extremamente interessante e que merece ser reflectida.

Será mesmo necessário ter dois estádios principais em Lisboa? Será que a cidade ficaria a ganhar com a junção dos Estádio da Luz e Alvalade XXI?

Lembro-me que esta questão foi colocada durante o processo; lembro-me que foi rejeitada; mas não me lembro de argumentos racionais para o justificar. Nós que gostamos de importar coisas da Europa, porque não importámos nós o bom exemplo de Milão em que Inter e AC Milan partilham o mesmo estádio? E não me consta que a rivalidade diminuiu por isso... Consta-me...

4 comentários:

  1. Agora, depois dos gastos que houve nos dois estádios não acho que seria viável..
    Na altura até estava +/- a favor, nestas condições:
    80 mil pessoas, estádio de Benfica, Sporting e Nacional (mas nacional a serio onde jogasse sempre a selecção quando joga em casa), deveria ser também bastante versátil para a pratica de outros desportos. A acompanhar um complexo desportivo de ambos os clubes (esses sim independentes) junto do estádio e não no outro lado do rio.

    Depois vinham os paladinos do resto do país chorar as desigualdades no nosso pequeno rectângulo.

    ResponderEliminar
  2. Ricardo, é mesmo esse o ponto. É verdade que hoje em dia a questão é absolutamente inviável, não obstante, podes sempre levantá-la e questioná-la. Infelizmente este tipo de questões estão sempre envoltas em clubite aguda, que impede ver os benefícios económicos.

    Vejamos, em Milão, Inter e AC Milan partilham o mesmo estádio, dão o seu próprio nome a ele, que eu saiba não tem havido problemas entre os clubes e os adeptos por partilhar o mesmo estádio. Mais, não é por isso que a rivalidade diminuiu, creio, até aumentou, mesmo considerando que cada país tem a sua idissioncracia futebolística, impossível de repetir noutro país.

    Se virmos a taxa média de ocupação dos dois estádios, iremos ver que não conseguem ultrapassar a quota de 90% ao longo de uma época. E se isto acontece no "meu" Estádio da Luz é porque o Benfica vai na rota do título, e é quando isso acontece. A solução que aqui escreves faz-me todo o sentido, apenas com uma alteração: um estádio de 60.000/65.000 pessoas seria o suficiente.

    E se virmos as zonas em especifico em que se situam cada estádio: ambas perto da 2ª Circular; uma perto de uma das principais estações de metro de Lisboa, outra numa zona fulcral da 2ª Circular. Isto é, juntando os dois estádios num único, num espaço neutro em Lisboa, não se poderia reconverter o actual espaço do Estádio da Luz e de Alvalade XXI em, quem sabe, espaços residenciais ou, quiçá, espaços comerciais?

    ResponderEliminar
  3. No sitio do velhinho estádio nacional.. o problema são os acessos..

    ResponderEliminar
  4. O velhinho estádio nacional... Não sei até que ponto os custos da remodelação e da reestruturação dos acessos compensam... Julgo que seja mais barato que a construção de dois estádios separados, não obstante, isto são contas de merceeiro, sem dados

    ResponderEliminar