sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Lisboa não nasceu virada para a Europa, mas sim para o Atlântico - Parte I

Lisboa é uma das cidades mais antigas da Europa, por cá passaram Fenícios, Romanos, Muçulmanos, Cruzados, Descobridores e descobertos, povos incontáveis. Lisboa cresceu de um pequeno entreposto comercial para uma das principais capitais durante os séculos XVI e XVII, sendo a "cabeça" de um dos principais impérios mundiais. Lisboa cresceu, evoluiu, fez-se "Homem" agora torna-se "Âncião", mas não é por isso que deve parar de crescer, que deve estagnar no tempo vivendo das glórias do passado. Lisboa não é uma cidade qualquer, Lisboa tem por detrás de si uma História respeitável, uma História difícil de repetir em qualquer outro sítio da Europa. E esta História não é respeitada, não é contada, não é mostrada a quem pensa e, efectivamente, visita esta cidade envolta em sete colinas e banhada por um dos principais rios europeus.

Lisboa não cresceu virada para a Europa, mas sim para o Atlântico. Lisboa cresceu como a capital de um povo que se aventurou por mares nunca dantes navegados. Lisboa serviu de porto de entrada e de porto de saída, para pessoas ou mercadorias. Lisboa foi o espelho do país, foi o barómetro que ditava tendências, modas, projectos. Lisboa não pode perder este "poder" de influência, não serve ser apenas a capital de Portugal, mesmo que isso seja apenas um mero costume constitucional, sem fundamento directo da Constituição. Lisboa deve-se assumir como algo que já foi: uma cidade dinamizadora, uma cidade influente, uma cidade inovadora, uma cidade que respeita a sua História, que a preserva e que a divulga.

Lisboa se quer ter um plano a médio/longo prazo, se quer crescer, se quer afirmar-se, não pode ficar por meros retoques paisagisticos ou urbanisticos. Lisboa deve lavar por completo a cara e deve afirmar-se por aquilo que foi, já não é, e deve ser: uma cidade virada para o turismo, uma cidade virada para a História, uma cidade virada para a Cultura.

Não percam os próximos episódios...

Sem comentários:

Enviar um comentário